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Ator está feliz por ter se imposto o desafio de resistir ao celular. " O mundo não é tão rápido, colorido, alegre e urgente quanto como na telinha, não é"?

Intérprete do editor de livros Alberto, em “Bom Sucesso”, Antonio Fagundes se autodefine “analfabyte”. Para manter crescente sua intimidade com os livros, o ator preferiu não se deixar envolver pelos fascínios tecnológicos.

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Divulgação/TV Globo
Antonio Fagundes em cena de "Bom Sucesso"

"Ter um computador na palma da mão é viciante. Daqui a pouco, haverá um chip na ponta do dedo que captará o nosso pensamento", prevê.  "Como sempre gostei muito de ler, percebi que o celular seria um concorrente grave. Então, mantive uma certa resistência a ele. Hoje em dia, percebo que essa resistência tinha uma razão de ser: as pessoas estão enlouquecendo e adoecendo com isso. O mundo não é tão rápido, colorido, alegre, urgente e charmoso quanto o mostrado na telinha, não é"?

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Ele até tem celular, mas confessa que o aparelho fica desligado a maior parte do tempo, dentro da bolsa de sua mulher. "As pessoas já não me procuram tanto por telefone, sabem que não vão me achar tão fácil. Mas, quando querem, dão um jeitinho para manter contato. É até bom, porque filtro quem realmente quer e precisa falar comigo", observa.

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Dos aplicativos mais famosos, só o WhatsApp é usado por ele: "É para me comunicar com meus filhos. Facebook e Instagram, desconheço. Já dei uma olhada rápida, mas achei muito chato. Li que tem gente que conquistou milhões de seguidores, acompanhados de ansiedade e depressão. A civilização lutou décadas pelo direito à privacidade, e agora se expõe dessa forma... Essa molecada se depara com centenas de fotos por dia que nem vê direito, só vai metendo o dedo para 'dar like'. Estão todos loucos"!