Daniela Mercury no Carnaval
Carla Melo/iG
Daniela Mercury no Carnaval

A cantora  Daniela Mercury se pronunciou sobre a disputa envolvendo a saída dos trios no circuito Barra-Ondina, em Salvador (BA). Em meio à polêmica, a artista falou sobre sua trajetória no Carnaval e afirmou que seu trabalho foi fundamental para consolidar o percurso na Barra, defendendo seu direito de escolher o lugar no desfile.

O circuito Barra-Ondina, nos últimos anos, tornou-se o mais disputado pelos foliões na capital baiana e tem sido palco de embates entre os principais blocos do Carnaval, em torno da definição da ordem de saída dos trios elétricos. Daniela defende que o Bloco Crocodilo volte a liderar os foliões, posição que ocupou ao inaugurar o percurso, há 30 anos.

A cantora ressaltou que os detalhes jurídicos estão sendo analisados por sua equipe.

"A decisão específica, minha esposa que está cuidando. A gente tem uma história muito clara, toda noticiada, toda documentada, desde o início. Uma história linda de luta por um espaço para desfilar", disse.

"A única que ficou de lá até aqui, por 30 anos, fui eu, com o Crocodilo. Então, por que a turma está lá antes de mim? Não consigo entender de onde surgiram", afirmou.


Para a cantora, mudanças foram realizadas sem contexto. "Foram fazendo outras alterações sem a nossa concordância. A gente foi avisando que não estava bom, que não era respeitoso, que não era justo", frisou.

Ao iG, Daniela contou que está bastante feliz com o Bloco Crocodilo e fez um convite aos fãs para participarem. A artista reforçou a importância do bloco e o multiculturalismo que ele proporciona na capital soteropolitana.

"Estou muito feliz e vamos para a rua, porque hoje a pipoca do Crocodilo vai arrasar, porque eu fiz o Crocodilo. Eu já saí do meu próprio bloco, deixei o bloco, saí na pipoca antes. Mas agora a pipoca é do bloco que eu ganhei de presente para comemorar os 30 anos da chegada do bloco de segunda e terça-feira", disse.

"Lembrando também que eu fazia blocos em circuitos alternativos desde os anos 80. Tenho muitos anos de Carnaval, então eu tenho todo esse processo. Vamos celebrar juntos: traga seu abadá ou venha com a roupa que quiser, porque, na minha pipoca, não há nenhum empecilho para ninguém participar. Todo mundo é gente bonita. No meu trio e na minha pipoca, não há separação de gente", reforçou.

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