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Paredão que eliminou Ilmar registrou a terceira maior votação da história do programa e motivou um editorial duro por parte da direção do "BBB"

O programa desta terça-feira (04) talvez tenha sido o mais importante da história do “BBB”. Em um editorial forte, que antecedeu o anúncio do eliminado do décimo paredão do “BBB 17”, Tiago Leifert, dando voz a um sentimento da direção do programa, condenou o fanatismo das torcidas. “Esse paredão não é sobre polarização. Não é uma luta do bem contra o mal. Ouviram bem o que eu disse? Quem vencer esse paredão não é o paladino da justiça, quem perder não é o demônio. Pode até ser pra algumas pessoas, mas elas são fanáticas e estão hipnotizadas”.

Tiago Leifert apresenta o BBB 17
Reprodução/Globo
Tiago Leifert apresenta o BBB 17

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Ao reconhecer a própria falência do programa em atingir o público de maneira efetiva, já que a edição do programa, com suas virtudes e defeitos, falha em persuadir o público para além de suas convicções estabelecidas lá atrás, Leifert a partir do comentário sobre a polarização no “BBB 17” captura uma tendência atual. A da polarização fanática e barulhenta que ganha corpo principalmente nas redes sociais. É um movimento ainda mais forte do que em 2014, a propósito das eleições presidenciais.

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“Polarização é um problema muito grave. Porque nunca tá certa. Ela é cega. Um lado só enxerga as qualidades, o outro lado só enxerga os defeitos. Pra um lado a pessoa é Deus, pro outro lado ela é o demônio. E não há nada que faça esses caras mudarem de opinião”. Foi um aceno ao bom senso, ainda que de poucos resultados práticos possíveis.

O apresentador, flagrado em uma posição muito difícil, ainda apelou à razão dos participantes. “Não supersimplifiquem o resultado deste paredão (que eliminou Ilmar). O recebam com cuidado. Com cautela”. Foi uma fala precisa e generosa, destinada tanto aos participantes quanto a essas torcidas apaixonadas.

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As acusações de manipulação contra o “BBB” sempre existiram, mas ganharam em volume nos últimas edições e acompanharam praticamente o “BBB 17” em sua totalidade. Ao condenar a postura das torcidas nessa etapa do jogo, e com o reality tão embrenhado no status quo do País, a Globo age, mais do que pedagogicamente, de maneira civilizatória.

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