Com 19 filmes participando do Festival de Berlim , o Brasil já pode comemorar seu primeiro prêmio. " Meu nome é bagdá ", dirigido por Caru Alves de Souza , levou nesta sexta-feira (28) o Grand Prix da Mostra Generation14plus, dedicado a filmes que retratam a realidade da juventude pelo mundo.

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Reprodução/Instagram
"Meu nome é Bagdá"


A decisão do júri, formado por Abbas Amini , Rima Das e Jenna Bass , foi unânime, destacando a liberdade da obra, "recheada de lindas amizades, música, movimento e solidariedade".

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“Meu nome é Bagdá” abriga diferentes aspectos das questões de gênero e lutas feministas a partir da experiência da personagem-título, que se veste e age como um garoto. Vivida pela skatista Grace Orsanato , ela é a única menina a frequentar a pista de skate do bairro. Mas, com sua atitude, abre caminho para mais.

"O filme é dominando por mulheres fortes, que não precisam sofrer ou fazer papel de vítima para testar a força que têm", descreveu a paulistana Caru ao jornal O Globo há alguns dias.  "Percebo hoje que as mulheres se sentem mais fortalecidas pelos laços que constroem entre elas. Sentem-se mais fortes quando estão juntas, atuando coletivamente, do que quando buscam soluções individuais para seus problemas", completou.

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A trama é livremente inspirada no livro “ Bagdá — O skatista ”, de Toni Brandão, lançado em 2009, mas centrado na figura de um menino. A versão imaginada por Caru mudou de ponto de vista ao longo do tempo e, quando o projeto foi retomado, a partir de 2014, absorveu os crescentes questionamentos sobre gênero e disputas identitárias.

O Brasil concorre também na mostra principal, com " Todos os mortos ", de Caetano Gotardoe Marco Dutra.

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