Funcionários da RedeTV entrarão em greve
Reprodução/RedeTV!
Funcionários da RedeTV entrarão em greve

Após não obter acordo com a emissora, o Sindicado dos Radialistas de São Paulo anunciou que funcionários da RedeTV entrarão em greve  a partir de 00h00 desta terça-feira (31). O ato, que foi alertado pela imprensa, não tem tempo determinado. A intenção é que a empresa abra um canal de negociação para discutir as reivindicações e ajustes propostos pelos trabalhadores.

Segundo o sindicato, câmeras, produtores, advogados, secretários, copeiras, faxineiras, operadores de vídeo, seguranças e até professores de educação física são registrados como radialistas, mas boa parte não realiza funções da categoria. Os funcionários estariam sem reajuste nos salários há quatro anos e, em 2020, ainda tiveram os salários reduzidos em 20% pelo Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda do governo federal.

Neste período a RedeTV! fechou contratos milionários com a Petrobras, Ministério da Saúde, Caixa e outras instituições. Segundo o jornalista Ricardo Feltrin, a proposta da assembleia realizada na segunda-feira (30) era negociar um reajuste de 18,72% e abono salarial retroativo equivalente a 353,89% de uma remuneração.

O outro lado

Marcelo de Carvalho em apresentação
Divulgação
Marcelo de Carvalho em apresentação

Em resposta à repercussão, Marcelo de Carvalho, dono da RedeTV! ao lado de Almicare Dallevo Júnior, usou suas redes sociais, nesta terça (31), para desabafar sobre a paralisação dos profissionais. "Lamentável herança de Getúlio Vargas, punhado de sindicalistas dizendo representar nossos milhares de funcionários declara estado de greve. Como todos sabem, emissoras demitiram até artistas ícones nacionais na pandemia. Ao contrário, a RedeTV! não demitiu ninguém, contratou", iniciou.

"Mesmo nesse período que impactou fortemente o setor, estreamos muitos programas e formatos novos. Todos os funcionários estão com seus salários absolutamente em dia, evidenciado pelo fato que isso, nem o 'sindicato' conseguiu criticar", acrescentou ele, dando a entender que não há motivo para greve. Por fim, Marcelo declarou: "Seguiremos produzindo, e provendo segurança para a imensa maioria dos colaboradores que seguem trabalhando, produzindo conteúdo, informação, entretenimento".



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