Pedro Bial critica abertamente Bolsonaro durante programa
Reprodução/TV Globo/Agência Brasil
Pedro Bial critica abertamente Bolsonaro durante programa

Pedro Bial tem bastante liberdade em seu programa na Globo. O jornalista já recebeu o ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama, que criticou abertamente o governo brasileiro , e na madrugada desta quinta-feira (17) foi o próprio apresentador quem falou mal do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O tema do "Conversa com Bial" foi sobre a volta às aulas durante a pandemia da Covid-19 e o jornalista recebeu especialistas para falar sobre o assunto. Ao invés de começar o programa exaltando os entrevistados, como costuma fazer, ele decidiu dedicar a abertura a uma crítica a Bolsonaro.

"Na pandemia desse 2020 nefasto, o Brasil se destacou. Difícil encontrar desgoverno que se compare no mundo. Desde o início, nosso desgovernante tentou negar a gravidade da crise, seguiu inventando remédios falsamente milagrosos, deu os piores exemplos, sem máscara e sem noção, causou aglomeração e sabotou ministros da saúde e da educação. O inominado contribuiu de forma decisiva para que mais gente morresse. Agora, se supera, delirante, ao desprezar a única solução, a vacina", declarou Pedro Bial.

O funcionário da Globo continuou fazendo críticas a Bolsonaro sobre a falta de ações para a educação durante este ano. "Mas acredite, isso ainda não é o pior. Como disse o próprio acéfalo que hoje ocupa o palácio do planalto, 'morrer todo mundo vai morrer mesmo', o pior é para quem tem a vida pela frente. A geração das crianças do corona ficará marcada para sempre. Aqui no Brasil, em nome da economia, forçou-se a abertura de tudo, de salões a lotéricas. Viva os shoppings, comprar é vida. O imperativo de abrir as escolas, último da fila, nem sequer mencionado. Quem sabe o que um ano sem aula terá de consequência na saúde física e mental de crianças e adolescentes? Pior, alguém quer saber? Parte das escolas particulares já voltou às aulas com protocolos de distanciamento e higiene. Já a rede pública, bem, quase 40 milhões de estudantes seguem entre a precariedade total e a total interrupção do aprendizado e da proteção social", pontuou o jornalista.


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