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Mara Luquet deixa posto na Globo para ser garota propaganda do Bradesco

Mara Luquet tomou uma decisão profissional bastante controversa. Após seis anos na Rede Globo , comentando economia na GloboNews e apresentando quadros sobre finanças no " Jornal da Globo " e no " SP1 ", a jornalista comunicou sua demissão na última sexta-feira (28).

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Mara Luquet deixa cargo na TV Globo para se tornar garota propaganda do banco Bradesco
Reprodução/TV Globo
Mara Luquet deixa cargo na TV Globo para se tornar garota propaganda do banco Bradesco

O motivo? Mara Luquet fechou um contrato para ser garota-propaganda do banco Bradesco . A jornalista está sendo tratada como a nova especialista em economia pessoal do banco e dará dicas para os clientes interessados em adquirir carros e casas próprias.

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Na prática, isso significa que a imagem da jornalista deve ser usada para um simulador de gastos do banco. Contudo, ela não irá se afastar totalmente do jornalismo. Mara irá continuar comandando seu quadro semanal sobre finanças pessoais na rádio CBN. A saída da Globo ocorre porque a emissora tem uma política rígida em relação à imagem dos jornalistas. Eles não podem fazer propagandas. Pedro Bial, Tiago Leifert e Fátima Bernardes hoje aparecem comerciais porque migraram para a Central Globo de Entretenimento, deixando o jornalismo da emissora. 

Desfalques

Em uma semana, a Globo News sofreu dois desfalques em seu time de jornalistas. Além de Mara, o âncora  Dony De Nuccio deixou o braço noticioso da emissora carioca e foi transferido para a bancada do "Jornal Hoje", após a saída de Evaristo Costa - que decidiu tirar um período sábatico após muitos anos atrás da bancada do jornal diário.

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Joelmir Beting

Mara Luquet não foi a única jornalista que trocou as bancadas dos jornais pela publicidade do Bradesco. Joelmir Beting , que assinava colunas de economia para jornais como  O Globo e O Estado de São Paulo,  fez uma participação em um comercial do banco em 2003, e acabou tendo as publicações suspensas. No final daquele mesmo ano, ele escreveu uma coluna explicando o fato, intitulada "Posso Falar?". No texto, o jornalista de economia afirmou que o texto que vendia aos jornais era um "um produto isolado, tido como de boa qualidade e isento". E ainda acrescentou que não acreditava que o jornalismo brasileiro deveria se envergonhar da publicidade. O episódio ficou conhecido como "Caso Bradesco" na carreira de Joelmir, morto em 2012.