A TV Alterosa e o apresentador Ricardo Carlini, que é diretor da emissora de Minas Gerais, estão sendo processados por Caetano Veloso e Paula Lavigne. Isso depois dos artistas terem sido ofendidos durante a exibição de um programa no ano passado.

Caetano Veloso
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Caetano Veloso


Segundo a ação, Carlini comparou o caso entre o cantor e a produtora "com o crime cometido por alguém que drogou uma menor de idade e com ela manteve relação sexual, afirmando que o autor aprova a pedofilia" durante o programa "TV Verdade".

Uma outra ré da ação ainda afirmou, na ocasião, que, para Caetano, a pedofilia é algo normal. Um terceiro réu, além de também acusar o cantor de pedofilia, o chamou de "vagabundo" e chamou Paula de "peste" e "maconheira".

Na ação, Caetano Veloso e Paula Lavigne dizem que o programa os "achincalhou, ofendeu e difamou". De acordo com a Justiça, as falas levantadas durante a exibição do programa estão registradas em um vídeo postado no Youtube. "Nelas, o autor é qualificado de pedófilo e pessoa que apoia a pedofilia, sendo equiparada sua relação com a autora e atual companheira à de criminoso e abusador sexual, ao passo que Paula é chamada em altos brados de maconheira, vergonha das mulheres e nojenta, dentre outros adjetivos do mesmo quilate. Foi dito, ainda, que Caetano Veloso é um artista que busca viver da Lei Rouanet, às custas do povo e de imbecis que lhe dão dinheiro", diz trecho da decisão divulgado pelo  R7 .

A decisão afirma, ainda, que não foi mostrada nenhuma prova que comprovasse as ofensas aos artistas. Além disso, a situação sugere "o propósito de menoscabo e caráter sensacionalista da veiculação, o que, em hipótese alguma, pode ser confundido com a nobre atividade jornalística, com a lícita manifestação do pensamento ou o debate de ideias."

Ainda segundo a Justiça, isso configura dano moral e fere o artigo 5º da Constituição Federal, que assegura a inviolabilidade da honra e da imagem das pessoas. 

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