A cantora Daniela Mercury foi a única brasileira a figurar na lista de dez melhores lives da pandemia publicada nesta terça-feira pelo "New York Times". Assinada pelo jornalista, editor e critico de música Jon Pareles, a matéria diz que "em um repertório de quase três horas com canções para cima celebrando o carnaval e sua terra natal, a Bahia, ela é totalmente incansável."

Daniela Mercury comemora aniversário de São Paulo com trio elétrico nas ruas da cidade
AgNews
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"Senti uma alegria tamanha, gigante mesmo. Uma sensação de reconhecimento imensa. Tive o privilégio hoje de sentir uma alegria rara nesse momento de pandemia e de saber que deu orgulho pro meu país diante de tudo que estamos vivendo. É, sem dúvida, um reconhecimento de toda a minha carreira", afirma Daniela.

Perguntando se era possível transmitir a energia de um grande espetáculo para uma live, Pareles escreveu que "Daniela Mercury, uma superestrela brasileira que tocou para centenas de milhares de pessoas no réveillon de 2010 no Rio, gira e samba como se estivesse num palco muito maior, com sua banda mascarada por trás e o que parece um quintal e seus filhos aparecendo como foliões de carnaval."

"Essa live foi o show mais difícil da minha vida porque eu achei que não conseguiria transmitir a alegria que carrego desde sempre e que costumo levar pro palco. Tive que ter uma garra enorme para dar conta", conta Daniela. "Eu sou uma artista de shows. E a live é um show pro mundo todo! Conseguir me comunicar com o mundo todo é um desafio tão grande quanto ter alegria durante a pandemia. A Live também foi minha forma de afirmar que no Brasil, apesar de todas as dificuldades que estamos passando, há resistência", opinou.

A lista também conta com nomes como Erykah Badu, Norah Jones, Post Malone e o pianista sulafricano Nduduzo Makhathini. Segundo Daniela, fazer parte deste seleto grupo "foi ainda melhor" do que ganhar um Grammy:

"Foi o maior prêmio da minha carreira até hoje. Foi um estímulo para que a sociedade continue tendo consciência de que a covid é perigosa e que devemos continuar respeitando as orientações da OMS. Depois de 25 turnês internacionais e mais de 500 apresentações fora do Brasil, essa notícia, para mim, significou definitivamente que sou uma artista do mundo, assim como a Axé Music", concluiu.

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