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Águia em alegoria da Portela animou a arquibancada da Sapucaí.

Sete escolas atravessaram a Sapucaí na primeira noite de desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro . Em meio a enredos marcados por críticas sociais e exaltação da luta de minorias, a Mangueira e a Unidos do Viradouro, atuais campeã e vice-campeã do carnaval carioca, foram os grandes destaques da noite. Confira como foram os desfiles!

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Estácio de Sá

A Estácio de Sá abriu a noite de desfile falando sobre pedras preciosas. Em seu retorno à elite do carnaval, a escola apostou em um desfile bem colorido. A agremiação também ousou e fez críticas sociais à mineração, levando caveiras douradas, que representavam causadas pela busca pela riqueza, para a Sapucaí.

Unidos do Viradouro

Porta Bandeira Viradouro arrow-options
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Atual vice-campeã foi destaque e deverá brigar por título.

O abre-alas da Viradouro , cuja estrutura quando abaixava revelava uma sereia nadando dentro de um tanque, foi um destaques da vermelho e branco, a segunda escola da noite a entrar na Avenida. O desfile começou as 22h40. Cada vez que a atleta de nado sincronizado Ana Giulia França, de 19 anos , aparecia, o público ia ao delírio. Outra grande surpresa do desfile ficou por conta da bateria do Mestre Ciça. Durante uma das bossas, quando a bateria estava diante dos jurados, duas ritmistas saiam de dentro de um tambor estilizado e tocavam timbal. O truque conquistou o público e juri, que responderam com aplausos.

Mangueira

Jesus negro crucificado arrow-options
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Carro alegórico com jovem-negro crucificado e baleado foi destaque da escola verde-rosa.

Defendendo o título, a Estação Primeira de Mangueira entrou na Avenida para contar a vida de Cristo. Como prometido, foram várias faces de Jesus representadas da comissão de frente ao último carro, passando pela rainha de bateria, Evelyn Bastos. Numa sucessão de cenas fortes, o carro "O Calvário" tinha um Jesus negro crucificado que alcançava cerca de 20 metros de altura. No mesmo carro, pessoas de diversos perfis, como negros, mulheres e LGBTs vinham crucificadas.

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Paraíso do Tuiuti

Depois de ter apostado em críticas políticas nos últimos anos, dessa vez a Paraíso do Tuiuti foi mais comedida e entrou na avenida saudando São Sebastião, o padroeiro da cidade do Rio. A escola promoveu um encontro do Santo com Dom Sebastião, rei de Portugal. O enredo se baseou nas encantarias, com muitas referências a bumba meu boi, e apesar do refrão "chiclete" do samba de Moacyr Luz, o desfile não empolgou.

Grande Rio

A homenagem da Grande Rio ao líder religioso Joãozinho da Gomeia foi uma apresentação memorável e cheia de significado. Com diversas referências ao Candomblé, como um carro que levou oferendas para avenida, a tricolor de Caxias volta a suas raízes com um enredo afro. A tônica do desfile foi um grande pedido por mais tolerância religiosa. No último carro da Grande Rio, "o revoar da liberdade" desfilaram lideranças religiosas, artistas, atividade e intelectuais que atuam na luta contra a intolerância religiosa.

União da Ilha

Com o enredo “Nas encruzilhadas da vida, entre becos, ruas e vielas, a sorte está lançada: Salve-se quem puder!”, a União da Ilha abordou a vida dura das favela Um dos principais destaques do desfile foram dois helicópteros que sobrevoavam a favela do abre-alas com mensagens de paz. Apesar do chão forte, a escola teve problemas com evolução e estourou o tempo e será penalizada durante a apuração.

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Portela

Encerrado a noite de desfiles, a Portela entrou na avenida contando a história sobre os tupinambás que encontraram o “paraíso” no Rio de Janeiro. A escola também criticou o contraste entre a modernidade da cidade e a terra sem maldade na qual os índios viviam. Um dos destaques foi a águia - animal símbolo da escola - que mexia as asas e animou a arquibancada. Apresentando um desfile redondo, a maior campeã do carnaval carioca vem para brigar pelo seu 24º título.

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