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Barbara Spier, do Ministério Público do Rio, afirmou que "o respeito deve imperar" e que ação não se trata de censura, mas de evitar abusos

Parcece que a polêmica envolvendo o "Especial de Natal do Porta dos Fundos", da Netflix, não vai acabar tão cedo. Isso porque a promotora Barbara Salomão Spier, do Ministério Público do Rio, aceitou a ação de autoria da Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura, que pede a suspensão da exibição do filme.

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Divulgação
Porta dos Fundos


A promotora afirmou que “o que é sagrado para um, pode não ser sagrado para o outro, e o respeito deve, portanto, imperar”.  “Fazer troça aos fundamentos da fé cristã, tão cara à grande parte da população brasileira, às vésperas de uma das principais datas do Cristianismo, não se sustenta ao argumento da liberdade de expressão", disse sobre o especial do Porta dos Fundos.

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No caso entelado é flagrante o desrespeito praticado pelos réus, o que não é tolerável, eis que ultrapassam os limites admissíveis à liberdade de expressão artística”, afirmou. A promotora  ainda disse não se tratar de censura, mas “de evitar o abuso do direito de liberdade de expressão através do deboche, do escárnio”.

A magistrada é a favor da íntegra do pedido da imediata suspensão do especial da Netflix , bem como os trailers, making of e propagandas. Caso isso não seja feito, uma multa diária de R$ 150 mil pode ser cobrada dos réus, a produtora Porta dos Fundos e a plataforma de streaming.