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Em comunicado divulgado à imprensa, escritor do livro "Não Diga que a Canção Está Perdida" se posicionou sobre o imbróglio entre os artistas

Em comunicado oficial divulgado à imprensa nesta quinta-feira (24) Jotabê Medeiros disse que seu livro não prova que Raul Seixas delatou Paulo Coelho, autor e amigo, para a ditadura militar em 1974.

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Divulgação
Raul Seixas

O caso ganhou repercussão na tarde da última quarta (23) após Paulo Coelho  usar sua conta no Twitter para dizer que "ficou quieto por 45 anos" sobre suas suspeitas de Raul Seixas .

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O autor de "Não Diga Que a Canção Está Perdida", ainda em comunicado, aconselhou que as pessoas tirem suas próprias conclusões. "O meu livro em nenhum momento diz que Raul delatou Paulo. Não há como sustentar uma afirmação dessas", declarou.

"A obra apenas examina o clima de suspeita despertado em Paulo após o episódio de sua prisão em 1974. Descobri que essa desconfiança existia, que angustiava o escritor (que a escondia). Então, busquei abordá-la, trazê-la à luz (como convém ao biógrafo que pretenda contar uma história inteira)", continuou.

"Há um documento no qual um policial diz que, por intermédio de Raul, poderia localizar e prender Paulo e Adalgisa Rios (então mulher de Paulo). Vi que o documento, inconclusivo, pedia um exame à luz das datas e dos fatos encadeados, um encaixe histórico", explicou. 

"Isso tudo está esclarecido no livro. Não é a voz de Raul que fala ali, é um policial. Mas o simples fato de alguém abordar esse clima de suspeição tem sido tratado com muito desequilíbrio. Recomendo a leitura do livro para formar opinião com alguma racionalidade", completou.

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De acordo com a Folha de SP , o livro conta que Raul Seixas foi convocado ao DOPS - Departamento de Ordem Política e Social - em 1974 para prestar depoimento sobre o disco "Krig-ha, Bandolo!", lançado por ele e Coelho no ano anterior e que, à época da ditadura , já tinha vendido 100 mil cópias.