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Além dos engarrafamentos, quem pagou R$ 80 pelo serviço enfrentou atrasos, motoristas perdidos e pausas para passageiros utilizarem o banheiro

A servidora pública Milena Silva e a filha, Beatriz, de 14 anos, compraram passagem para embarcar às 15h40 em Copacabana rumo à Cidade do Rock. Cada uma pagou R$ 80 pelo serviço, na esperança de chegar com tranquilidade à apresentação do DJ Alok, marcada para 18h00 no Palco Mundo.

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Foto: Jorge Hely / FramePhoto / arrow-options
Foto: Jorge Hely / FramePhoto /
Rock in Rio 2019

O ônibus chegou com 40 minutos de atraso, elas só saíram rumo ao Rock in Rio às 16h20. Sem banheiro a bordo, ainda foi necessário parar em um posto de gasolina em São Conrado para que os passageiros usassem o sanitário. A espera durou mais 20 minutos.

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Com tudo isso, mais o engarrafamento que se formou a caminho do festival,  Alok já tinha deixado o palco antes que elas pudessem chegar. Às 19h30, as duas ainda estavam no trânsito.

"Compramos com antecedência, para evitar transtornos. Como meu marido não ia, achamos mais seguro assim. È nosso terceiro RiR. Nunca passamos por isso", desabafou Milena.

A servidora disse que pretende reclamar formalmente no site do evento, mas descartou recorrer à Justiça: "Esse transtorno já foi muito demorado. Não pretendo perder mais tempo com isso. Não irei acionar o Procon".

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No site oficial do Rock in Rio , o bilhete de ônibus era vendido com horário marcado, mas na prática os pagantes embarcaram sem ordem em vários locais. À noite, o serviço era ofercido a R$ 100.