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Ator se tornou um fenômeno teen durante a saga “Crepúsculo”, mas ao contrário dos colegas, não emplacou na carreira de ator

Há 10 anos os adolescentes (e muitos adultos também) se derretiam nas salas de cinema de todo o mundo com a imagem de Taylor Lautner, que acabava de se transformar em lobo em “Crepúsculo: Lua Nova”.

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Divulgação
Taylor Lautner em "Lua Nova", no ápice da carreira

Ele já havia vivido o personagem no primeiro filme da saga, mas foi sua transformação em uma criatura mitológica que o tornou o colírio da época. Não havia sessão de cinema imune ao menino lobo, na época com apenas 17 anos. Taylor Lautner competia com Robert Pattinson pelo posto de galã dos filmes, e na época o futuro parecia brilhante.

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Ele viveu o interesse amoroso de Taylor Swift em “Idas e Vindas do Amor”, um protagonista de ação em “Sem Saída” e se arriscou na comédia “Os 6 Ridículos”. Enquanto isso, o sucesso de Jacob em “Crepúsculo” só aumentava. Sua vida amorosa era motivo de especulação nos tabloides, sua amizade com Kristen Stewart era milimetricamente analisada e seu rosto (e corpo) estampavam inúmeras capas de revistas.

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Depois de “Lua Nova” em 2009, o passe de Lautner aumentou consideravelmente. Ele tinha potencial para se tornar uma estrela de filmes de ação, tal como Tom Cruise, e contratá-lo era um investimento alto. Em 2010 ele assinou com a Paramount para ser Max Steel em uma adaptação da história do boneco para os cinemas, e recebeu US$ 7,5 milhões para atuar em “Northern Lights”, ao lado do próprio Cruise.

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Reprodução/@taylorlautner
Taylor Lautner com a namorada Tay Dome

Ele decidiu abandonar esse projeto para perseguir outro filme baseado em um boneco: “Strecht Armstrong”. Nenhuma dessas produções, porém, saiu do papel, e seu primeiro protagonista com a fama de “Crepúsculo” foi “Sem Saída”, de 2011. O longa dirigido por John Singleton flopou, com críticas negativas apontando para a falta de talento do ator.

Estúdios, que apostavam na força dos fãs de “ Crepúsculo ” para garantir bilheteria com Lautner, logo ficaram receosos das chances do ator de fazer dinheiro, e as ofertas começaram a desaparecer. O filme de Strecht Armstrong foi colocado de lado, e Lautner manteve o foco na saga adolescente.

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Mas ele ainda estava com o nome em alta e em 2011 tinha diversos projetos alinhados. Ele estrelaria outra adaptação de livros, “Incarceration”, com a Fox, e uma espécie de “Jason Bourne” adolescente com a New Regency. Além disso, ele participaria de uma produção chefiada por Michael Bay e até entraria como produtor executivo. Mas nenhum desses projetos foi para frente até hoje.

Reinvenção e mau-gerenciamento

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Divulgação
Taylor Lautner

Durante os filmes da saga, que foram lançados até 2012, nenhum dos outros protagonistas mostrava um prospecto melhor, embora suas fontes não tenham secado. Tanto Kristen Stewart quanto Robert Pattinson tiveram revezes, como “The Runaways”, onde Stewart viveu Joan Jett, ou “Água Para Elefantes”, que falhou em transformar Pattinson e queridinho das comédias românticas.

Mas, enquanto os convites para Lautner diminuíam, os colegas continuavam tendo oportunidades. Quando “Amanhecer Parte 2” chegou aos cinemas em 2012, Patinson já tinha uma performance elogiada em “Cosmópolis”, e Kristen liderava outro blockbuster em “Branca de Neve e o Caçador”.

Os dois ainda lidavam com as consequências da traição de Kristen, que quase afetou a carreira da atriz. Com o fim de “Crepúsculo”, eles seguiram caminhos distintos, mas paralelos: migraram para os filmes independentes e de baixo orçamento, sem a publicidade e a atenção da saga, reinventando sua imagem no cinema, o que Lautner não fez.

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Reprodução/Instagram/@cjscissorhands
Taylor Lautner com Kristen Stewart e um amigo em fevereiro de 2019

Em 2015 Taylor conseguiu seu primeiro papel principal no cinema pós-Crepúsculo em “No Limite”, enquanto Pattinson já havia participado de cinco longas e Kristen sete. A atriz, inclusive, ganhou o Prêmio César, maior do cinema francês, no mesmo ano.

“No Limite”, onde Lautner viva um entregador adepto ao parkour e perseguido pela máfia chinesa, passou batido e, apesar do ator ter recebido boas críticas por sua performance de ação, não foi suficiente para alçá-lo ao status de estrela.

Na TV, ele ocupava o lugar de Andy Samberg na comédia britânica “Cuckoo”, onde teve relativo sucesso. Ele entrou na segunda temporada, em 2014, e logo a atração ganhou mais um ano. A Netflix comprou a série e é responsável por sua exibição desde então. Ele viveu o papel de Dale até 2018, quando foi anunciada sua saída da produção.

Também na TV, ele interpretou um médico em “Scream Queens”, que teve vida curta e acabou após duas temporadas, em 2016. Com sua saída de “Cuckoo”, Taylor não tem nenhum projeto em andamento no momento. Em 2019, seu nome apareceu nas notícias apenas por conta do reencontro com Kristen Stewart, que esteve em sua festa de aniversário em fevereiro.

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Taylor Lautner começou a carreira ainda criança, e ainda é lembrado por “As Aventuras de Shark Boy e Lavagirl”, mas foi “Crepúsculo” que o alçou a ídolo teen internacional. Sem saber aproveitar a visibilidade, o ator acabou no “limbo” dos galãs sem direção.