Se você ligar para o celular de Fabricio Carpinejar, pode ser que Beatriz Reys, mulher do escritor, atenda. E não será por ciúme ou coisa parecida, ele mesmo se apressa em explicar.

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Fabricio Carpinejar
Reprodução/Instagram
Fabricio Carpinejar segura um exemplar de seu novo livro

"Na minha casa, celular é um objeto compartilhado, e não algema. Acabou a bateria do seu? Usa o meu. Não entro em pânico com qualquer mensagem ou telefonema que surja, não há nada a esconder. E minha mulher, por sua vez, não fica vasculhando minha vida, ela confia em mim", observa Fabrício Carpinejar .

Esse desapego e outras situações interessantes da vida a dois na era digital o gaúcho expõe em “Minha esposa tem a senha do meu celular” (Editora Bertrand Brasil, R$ 30), que ele autografa nesta terça-feira (11), véspera de Dia dos Namorados, na Livraria Travessa do Leblon, às 19h. Beatriz, que escreveu a orelha do livro , estará presente.

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"Vamos comemorar o livro e a vida. Estamos juntos há quatro anos. Namoramos por seis meses antes de nos casar, e nesse tempo discutimos à beça. Na paixão, as pessoas costumam mostrar um personagem que aceita tudo", relata. "Aí, quando vem o amor, chegam todas as verdades junto. Nós não. Fomos didáticos para não nos apaixonarmos por uma farsa".

Também parceiro de Fátima Bernardes no “Encontro”, o escritor tornou-se uma espécie de conselheiro sentimental para os fãs do matinal e também para os seguidores de seu Instagram.

"Toda quarta-feira, às 20h, faço uma live. Respondo perguntas sobre luto, traição, decepção... Sou um palpiteiro, um amigo que conversa de igual pra igual. Não estou num patamar acima, sofro junto. Não sou um escritor encastelado: leio a vida do leitor, não é só ele que me lê", poetiza Fabricio Carpinejar .

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