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"Reality Z" é uma adaptação de "Dead Set" feita pela mesma dupla responsável pelo hit Black Mirror, e terá Sabrina Sato em seu elenco; veja

O criador e a produtora de “Black Mirror” acompanharam parte das filmagens de “Reality Z”, série de zumbi brasileira da Netflix , e gostaram do que viram. A novidade foi anunciada na noite desta quarta-feira no Rio2C, durante bate-papo com Charlie Brooker e Annabel Jones.

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Reality Z
Reprodução/Youtube
Os produtores de "Black Mirror" gostaram de "Reality Z"


Produzida por Cláudio Torres e Renata Brandão, “ Reality Z ” é uma adaptação da série “Dead Set” (2008), feita pela mesma dupla responsável pelo hit Black Mirror . A trama acompanha participantes de um reality show que ficam presos na casa após um apocalipse zumbi tomar conta do mundo exterior. Na versão tupiniquim, o reality será apresentado por Sabrina Sato.

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"Tive a oportunidade de acompanhar ontem as gravações da cena do ataque zumbi, que acontece no Rio. E posso garantir: está brutal", disse Annabel. Brooker acrescentou que a atração, prevista para 2020, captura o espírito da original, mas injeta uma pegada brasileira.

Os dois artistas também falaram sobre o processo criativo por trás de “Black Mirror”, cuja nova temporada está prevista para este ano. O programa se tornou um fenômeno mundial por apresentar tramas sombrias sobre o relacionamento distópico entre seres humanos e tecnologia.

"Mesmo assim, a única coisa realmente frustrante de ouvir é que a série é contra tecnologia", enfatizou Brooker, que já venceu quatro Emmys ao longo das quatro temporadas disponíveis na plataforma de streaming.

"Usamos tecnologia da mesma maneira que séries de assombração usam fantasmas, e ninguém diz que elas são contra os mortos. Você fica preso na premissa dos episódios justamente porque acha as tecnologias retratadas interessantes e até sedutoras em algum nível. É uma ferramenta que certamente pode ser mal usada, mas é poderosa", completou.

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O showrunner também rebateu a ideia de que “ Black Mirror ” é uma obra deprimente:  "A gente regula o quão distópicos queremos ser. Com frequência inserimos doses de humor negro. Afinal, se você quiser ver algo deprimente basta olhar pra janela".