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Produtor indicado ao Oscar por "Me Chame Pelo Seu Nome" teve painel próprio e falou sobre carreira em Hollywood e próximos lançamentos

"Me Chame Pelo Seu Nome" foi um dos maiores sucessos da temporada de prêmio de 2017, mas o filme só existiu por conta da insistência do produtor Rodrigo Teixeira . Na CCXP 2018, ele ganhou um painel só seu para falar sobre o sucesso recente que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Filme.

Rodrigo Teixeira fala sobre
Divulgação
Rodrigo Teixeira fala sobre "Ad Astra" em painel na CCXP 2018

Não só isso como os próximos lançamentos da sua produtora, a RT Features, que devem fazer muito barulho, especialmente "Ad Astra", quem tem Brad Pitt no elenco. Ainda assim, Rodrigo contou no painel da CCXP 2018 que não se considera "Hollywood": "Hollywood é quando você vai de estúdio em estúdio e defende sua hirória, seu pôster, seu filme", explica.

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O mais perto que chegou de um filme de grande orçamento é no filme estrelado por Brad Pitt, que é dirigido por James Gray. Na história, seu pai desaparece anos antes no espaço, e ele em arca em uma missão para resgatá-lo ao lado de astronautas que estão no caminho oposto: matar seu pai, vivido por Tommy Lee Jones. "É uma mistura de '2001-Uma Odisséia no Espaço' com 'Apocalypse Now'", promete Rodrigo.   Um teaser do filme, porém, não foi liberado pelo estúdio.

Ele também comentou sua nova parceria com Luca Guadagnino, um filme de ação chamado "Blood on the Tracks", baseado na música de Bob Dylan. O elenco não foi revelado mas de acordo com Rodrigo inclui três atores em alta no momento. As gravações rolam no próximo ano em New Orleans, Chicago e Los Angeles.

Sangue brasileiro na CCXP 2018

O diretor está mais no ramo independente, mas tem feito longas que não passam batidos,no Brasil e nos EUA. Além de "Me Chame Pelo Seu Nome" que ele defende ser "50% brasileiro", outro sucesso de crítica que ele produziu em 2017 foi "Patty Cakes", que saiu de Sundance elogiado. Em 2018 ele foi responsável, entre outros, pelo terror nacional "Animal Cordial", dirigido por Gabriela Amaral. 

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Com a mesma diretora ele prepara outro filme de terror. Variar nos gêneros é outra façanha da qual Rodrigo se orgulha. Ele já fez indies como “Frances Ha”, prepara um épico no espaço e viu sua carreira ser transformada depois de “A Bruxa” de 2015. O filme, entre outros, foi uma colaboração com Chris Columbus, que também participou do painel.

Rodrigo se diz honrado de trabalhar com Columbus e afirma que “Goonies” salvou sua vida. Os dois ainda preparam outro filme com o mesmo diretor de “A Bruxa”, Robert Eggers, a quem Columbus é só elogios: “ele é maluco, mas um gênio”. “The Lighthouse” foi gravado em preto e branco e, mais uma vez fazendo comparações grandiosas, Teixeira falou que o filme será um novo “O Iluminado”.

Ambos se mostram empolgados com as próximas produções, e Teixeira deixa claro que seu trabalho, no Brasil e fora, carrega seu DNA brasileiro: “Não deixo de ser brasileiro por fazer filme americano. Eu represento meu país no cinema”, declara com orgulho.

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E na CCXP 2018 ele mostrou que o futuro da RT Features, bem como da produção cinematográfica nacional e internacional, está em boas mãos.

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