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O título escolhido para a 33ª Bienal de São Paulo foi inspirado no romance "Afinidades Eletivas", de 1809, do alemão Johann Wolfgang von Goethe

A 33ª edição da Bienal de São Paulo acontece de 7 de setembro a 9 de dezembro de 2018, no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, no Parque Ibirapuera. Considerada um dos três principais eventos do circuito artístico internacional, a mostra traz nesta edição o tema “ Afinidades afetivas ” e privilegia questões sobre a atenção, a experiência do público e dos artistas participantes.

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33ª Bienal de São Paulo
Divulgação/33ª Bienal de São Paulo
33ª Bienal de São Paulo

"Afinidades afetivas", o título escolhido para a 33ª Bienal de São Paulo ,  foi baseado no romance "Afinidades Eletivas" (1809), de Johann Wolfgang von Goethe e na tese “Da natureza afetiva da forma na obra de arte” (1949), de Mário Pedrosa, enfatizando as afinidades artísticas e culturais. Confira as imagens da exposição:

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Atenção e presença artística são outros fatores privilegiados nesta edição, que conta com doze projetos individuais selecionados por Gabriel Pérez-Barreiro, curador-geral, sendo: oito projetos individuais comissionados, um projeto histórico e três homenagens póstumas.

Além de sete artistas-curadores, que irão conceber exposições coletivas com total liberdade na escolha dos artistas e na seleção das obras, compostas por “Stargazer II”, curadoria de Mamma Andersson, “Sentido/comum”, curadoria de Antonio Ballester Moreno, “A infinita história das coisas ou o fim da tragédia do um”, curadoria de Sofia Borges, “Os aparecimentos”, curadoria de Waltercio Caldas, “Aos nossos pais”, curadoria de Alejandro Cesarco, “O pássaro lento”, curadoria de Claudia Fontes e “Sempre, nunca”, curadoria de Wura-Natasha Ogunji.

Programação recheada de arte

33ª Bienal de São Paulo
Divulgação/33ª Bienal de São Paulo
33ª Bienal de São Paulo

A 33ª Bienal traz em sua programação uma variedade de encontros, palestras, performances e ativações de obra. Todas as quintas-feiras vai acontecer o programa “Des/re/organizações afetivas”, organizado pela consultora Marília Loureiro, para realizar encontro entre instituições e grupos.

Já a partir de novembro, acontece o “Práticas de atenção”, com conversas, oficinas e performances. O programa é concebido por Stephanie Hessler e D.Graham Burnett. Os artistas Wura-Natasha Ogunji, Nicole Vlado, Lhola Amira, Tal Isaac Hadad e Luiza Crosman terão performances e ativações de suas obras distribuídas no espaço.

A 33ª Bienal ainda enfatiza sua publicação educativa. O material propõe atividades distintas, que podem ser realizadas individualmente ou em grupos que convidam a vivenciar a importância da arte . Sob o título “Convite à atenção”, o conteúdo criado pelo artista-curador Antonio Ballester Moreno traz um conjunto de experiências únicas.

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Bienal de São Paulo nas plataformas digitais

33ª Bienal de São Paulo
Divulgação/33ª Bienal de São Paulo
33ª Bienal de São Paulo

Este ano a Bienal pode ser acompanhada em mais plataformas digitais. Além do tradicional site do evento, o público também poderá acompanhar a Bienal pela plataforma de streaming Spotify, que fez parceria inédita com a instituição e também disponibiliza o conteúdo do audioguia como podcast. Os visitantes ainda poderão acessar playlists de seleções musicais feitas pelos artistas participantes.

Também há conteúdo disponível para o público no Audioguia, com cerca de 50 faixas em que os artistas da 33ª Bienal de São Paulo utilizam o som e as narrativas como extensão de suas práticas. Já o Webapp, traz uma versão digital e jogável da publicação educativa “Convite à atenção” e atividades especialmente desenvolvidas para a plataforma.

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