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Banda do interior paulista, na ativa desde 2011, lança seu primeiro disco. "Tropsicodelia" aposta na brasilidade e na pluralidade para cativar o ouvinte

Quem ainda não conhece a banda Dom Pescoço , proveniente do interior de São Paulo, mais precisamente de São José dos Campos, ganha uma boa oportunidade com o lançamento de “Tropsicodelia” nesta quinta-feira (5).  Trata-se do primeiro disco da banda formada por Rafael Pessoto (guitarra e voz), Luiz Felipe Passarinho (bateria e voz), Gabriel Sielawa (cavaco, guitarra e voz) e Dom de Oliveira (baixo e voz).

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Imagem de divulgação do disco Tropsicodelia
Divulgação
Imagem de divulgação do disco Tropsicodelia

A pluralidade marca o disco, mas esta não é sua característica mais perene. A brasilidade de “Tropsicodelia” banha os ouvidos ao longo das dez faixas, sete delas inéditas.  “Tudo é muito compartilhado na questão de arranjo, composição, ideias e discussões”, observa Dom de Oliveira ao iG Gente . “Várias canções nascem do nada, em conjunto, dentro do ensaio com todos interferindo e criando em conjunto as letras. Outras são músicas que acabam nascendo prontas e algum de nós leva para a roda de ensaio. Daí é foco no arranjo, sempre uma piração total na questão”.

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Esse frescor, esse sabor de improvisação pode ser sentido em algumas faixas como em Fico um Tanto , sampleada e cheia de bons momentos vocais e instrumentais paridos em uma piração sonora.

Processo de gravação

"Antes da gravação a banda inteira ficou imersa na roça, na zona rural aqui em São José dos Campos. Ficamos lá ensaiando por meses até ficarmos satisfeitos com os arranjos, com a criatividade deles. E eles são vivos, sempre mudamos conforme a gente toca, vai ficando ainda mais íntimo”, comenta Luiz Felipe Passarinho.

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Essa premissa mutante dá ao disco uma fluência que, se não ímpar na cena independente musical brasileira, renovada e cheia de energia para um disco que se pretende o cartão de visitas de uma banda tentando acontecer.

Os integrantes da banda Dom Pescoço em arte promocional de Tropsicodelia
Divulgação
Os integrantes da banda Dom Pescoço em arte promocional de Tropsicodelia

O Dom Pescoço apresenta uma música capaz de se comunicar com a roça e com a cidade grande. Uma sintonia incomum em tempos tão polarizados, inclusive na cultura.

Depois da porrada sonora, mas capial, que é Menino vem La Ursa cheia de ginga, haxixe e um irresistível ar de malandragem.  “E assim, vamos... pirando, ensaiando, fazendo dançar e puxando a criatividade”, sacramenta Passarinho. “Tentando, pelo menos”.

“Tropsicodelia” , com sua profusão de temas e sons, pode ser encontrado nas plataformas de streaming a partir desta quinta-feira (5).