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Considerado um dos mais importantes artistas da era disco, Nile Rodgers produziu clássicos como "Like a Virgin" e encerrou show no seu melhor estilo

Um dos shows mais marcantes dessa edição do Rock in Rio teve como cenário o pouco provável Palco Sunset com a apresentação de Nile Rodgers & Chic. Fazendo menção ao caos que acomete a política mundial em um momento onde tensões de aprofundam, o artista apontou a música como agente de transformação e ainda revisitou o passado reafirmando sua relevância como figura história. Se a noite do primeiro domingo (17) do festival ficou eternizada, Nile Rodgers já era uma lenda muito antes de sequer o evento existir.

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Um dos nomes mais importantes do disco e produtor de clássicos, Nile Rodgers é sensação absoluta no Rock in Rio
Divulgação
Um dos nomes mais importantes do disco e produtor de clássicos, Nile Rodgers é sensação absoluta no Rock in Rio


Poder da música

Um dos nomes mais celebrados do disco, juntamente com a banda Chic fundada por ele e pelo baixista Bernard Edwards, Nile Rodgers veio de um passado familiar conturbado com drogas, mas a música sempre esteve ao seu lado como bastião da esperança. Tocando desde jovem, o músico teve contato com personagens como Aretha Franklin enquanto tocava como instrumentista de apoio. Suas palavras durante a apresentação no Rock in Rio não foram em vão: um breve olhar para a história do guitarrista já entrega o porquê de se sua fé na cultura como agente de transformação.

Produtor brilhante

A partir da década de 1970 com a formação do Chic o nome e a carreira do músico ascenderam vertiginosamente. Na década seguinte ele se destacaria como produtor de grandes artistas – e a lista é longa. Diana Ross, David Bowie, Duran Duran, Madonna, Robert Plant, Mick Jagger foram alguns dos que nomes com quem Rodgers colaborou somente nesse período de dez anos. Dando um salto para a contemporaneidade, artistas relevantes de hoje também se juntaram à lenda para criar sucessos: Daft Punk, Pharell Williams e Lady Gaga já trabalham em parceria com Rodgers.

A longa lista de personalidades que foram produzidas por ele certamente teve espaço em sua participação no evento carioca – como já era previsto, afinal, Rodgers foi a mente por trás de músicas como “Like a Virgin” e “Let’s Dance”, que já falam por si mesmas para reafirmar a importância do guitarrista no cenário cultural. E não é à toa que no início de 2017 ele passou a fazer parte do Rock and Roll Hall of Fame.

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Com um misto de exposição e homenagem ao tratar de hits como esses, um dos pontos altos e emocionantes de sua apresentação no Rock in Rio foi a dedicatória à Lady Gaga – que, como citado, já foram parceiros de estúdio. O produtor relembrou sua luta contra o câncer, fator inclusive que fez com que seu show fosse uma incógnita até subir no palco, e desejou que assim como ele, ela possa superar a doença que a afastou do festival.

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Apesar da nostalgia das parcerias, o repertório de músicas autorais também brilhou na cidade do rock. Transformando o espaço em uma pista de dança, Nile Rodgers & Chic tocaram “Everybody Dance”, “Dance Dance Dance” e “I Want Your Love”, colocando milhares de pessoas para dançarem. A celebração coletiva do guitarrista terminou em festa no palco quando artistas que o assistiam – como Toni Garrido, Liniker e Johnny Hooker – e parte da produção se juntaram a ele para encerrar e coroar seu show como um dos melhores dessa edição do Rock in Rio . Nada mais preciso do que um final desses para um músico que sempre esteve lado a lado com outros em sua carreira.