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Em três décadas de história, o Rock in Rio tem muito para contar; nos seus palcos já subiram lendas da música em momentos marcantes do festival

Com mais de trinta anos de vida e muita história, o Rock in Rio já foi palco para momentos icônicos do cenário cultural brasileiro. Desde que começou quando o Brasil estava longe de entrar para as rotas internacionais de shows, até os dias atuais em que o festival já é um nome sólido e se espalhou por outros países. Relembre algumas das apresentações mais marcantes do Rock in Rio.

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Queen (1985)

Em 1985 quando o Rock in Rio ainda era novidade e despertava desconfiança de bandas e investidores, Roberto Medina, seu fundador, conseguiu negociar para que ninguém menos que o Queen viesse para o Brasil. Sua apresentação por aqui é considerada uma das mais importantes e emocionantes da história da banda, sobretudo pelo efeito espontâneo que despertou no público quando Freddie Mercury cantava "Love Of My Life".

AC/DC (1985)

Aproveitando que o Rock in Rio era apenas uma aposta na época e faria de tudo para conseguir marcar seu nome do circuito mundial de festivais, o AC/DC exigiu que a organização trouxesse seu enorme sino cenográfico que pesava mais de meia tonalada como condição para que tocassem. O sino, de fato, chegou ao Brasil, mas a estrutura do palco não era o suficiente para segurá-lo e, assim, a banda tocou com uma réplica feita de gesso.

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Yes (1985)

Na primeira edição do festival  – que durou dez dias – o Yes se apresentou duas vezes. A segunda foi como a primeira banda a subir no palco do último dia do evento , coroando o sucesso do negócio idealizado por Roberto Medina. Com equipamentos que, na época, eram o que se tinha de mais tecnologóico, os fãs do Yes se lembram do show que fizeram naquela noite como um dos melhores do Rock in Rio.

Iron Maiden (1985)

Em 1985 o Iron Maiden fez sua primeira passagem pelo Brasil – e também em toda a América Latina. O Rock in Rio foi palco da primeira vez de muitas que o lendário grupo de metal passou por aqui. Durante o show, Bruce Dickinson não conteve o nervosismo e chegou a se machucar com uma guitarra, fato que não o atrapalhou a seguir adiante com as músicas. Apesar do acidente, principalmente para os brasileiros, o show do Iron foi um dos maiores e mais importantes da história do festival. 

Barão Vermelho (1985)

No meio de gigantes estrangeiros que tocaram na primeira edição do Rock in Rio, o Barão Vermelho foi o ponto alto do rock nacional no festival. A banda ainda era uma revelação do cenário musical, mas foi recebida por um público de cerca de 85 mil pessoas. Com a recente queda da ditatura militar no país, Cazuza – que era seu vocalista naquele momento – performou "Pro Dia Nascer Feliz" celebrando o "novo Brasil".

Guns N' Roses (1991)

Seis anos depois da primeira edição do Rock in Rio, em 1991, o festival provou que o sucesso não foi sorte de principiante. Um dos nomes que mais chamavam a atenção no line-up daquele ano era o Guns N' Roses: a banda estava no pico de seu sucesso e recebeu um dos cachês mais altos, 1 milhão de reais por dois shows (o que, na época, era muito). A banda performou duas músicas que ainda eram inéditas – "Civil War" e "Double Talkin' Jive". A reação do público, claro, não poderia ser mais intensa e o show  foi um dos grandes destaques do festival.  

Judas Priest (1991)

Por exigência do Guns N' Roses, que era um dos headliners do festival, o show do Judas Priest quase ficou comprometido – a banda havia imposto como condição a proibição do show pirotécnico e das motos no palco que costumavam usar. Felizmente, o pedido não foi atendido e o Judas Priest pôde mostrar toda a força do metal junto ao público brasileiro. A apresentação é considerada uma das melhores que a banda já fez, sendo, inclusive, uma das preferidas do guitarrista do Slayer. 

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R.E.M. (2001) 

Depois de mais de dez anos de espera dos fãs, a terceira edição do Rock in Rio foi fechada em grande estilo com um show marcante: a primeira passagem do R.E.M. pelo país foi acompanhada por mais de 150 mil pessoas na cidade do rock naquela noite. Com um setlist impecável, a banda levantou a plateia e ficou visivelmente emocionada enquanto tocavam – o clima estava tão envolvente que prometeram que retornariam para mais shows no Brasil.

Motörhead (2011)

Lendas do metal, quando foi feito o anúncio de que o Motörhead seria um dos nomes que integrariam o quarto Rock in Rio os fãs da banda já ficaram na expectativa. A essa altura a banda já passava das três décadas de estrada e mantinha uma legião de seguidores que fariam de tudo para vê-los ao vivo. Mesmo não estando no seu auge, sua apresentação bastante tradicional emocionou os fãs, ainda que a voz de Lemmy já não fosse a mesma. O baixista faleceu somente quatro anos depois do show no Rock in Rio.

Bruce Sprinsteen (2013)

Um dos shows mais lembrados da história do Rock in Rio foi o de Bruce Springsteen em 2013. Com quase três horas de apresentação sem demonstrar cansaço – tanto o músico quanto o público que o acompanhava fielmente a cada música – Bruce abriu sua participação no festival cantando "Sociedade Alternativa", de Raul Seixas, clássico do rock nacional, e apresentou o álbum "Born in USA" na integra. Além da qualidade de sua apresentação, outro ponto que ficou na memória do público foi sua forte interação com a platéia. No final, seis fãs foram selecionados para subirem no palco ao seu lado para encerrar a quinta edição do Rock in Rio. 

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