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Longa dirigido por Laís Bodanzky foi o grande vencedor do Festival de Gramado e estreia nessa quinta-feira (31)

O segundo semestre de 2017 tem sido de ótimas estreias no cinema nacional . “ Bingo – O Rei das Manhãs ” e “O Filme da Minha Vida”, de Selton Mello , tem se destacado nas bilheterias. Essa semana, esses filmes ganham um reforço de peso. O longa “ Como Nossos Pais ”, de Laís Bodanzky estreia essa quinta-feira (31). Estrelado por Maria Ribeiro e premiado em No festival de Gramado, o filme busca refletir sobre o papel da mulher na família.

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Divulgação
"Como Nossos Pais" foi o maior vencedor no Festival de Gramado e estreia nessa quinta-feira (31) nos cinemas

A história gira em torno de Rosa ( Maria Ribeiro ), uma mulher casada, mãe de duas filhas e profissional frustrada. Tentando equilibrar a vida pessoal e profissional, ela começa a questionar seu papel na sociedade, ao mesmo tempo que faz descobertas sobre sua vida.

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Com uma relação difícil com a mãe (Clarisse Abujamra), ela vê isso refletido na relação com as próprias filhas. Além disso, Rosa descobre que foi fruto de um caso extraconjugal da mãe e começa a repensar sua vida. “Eu não quero mais fingir que eu sou uma mulher que da conta de tudo. Eu não dou conta de tudo” ela declara ao marido Dado ( Paulo Vilhena ).

Reflexões atuais

Laís Bodanzky gosta de mergulhar no comportamento de certos grupos. Em “As Melhores Coisas do Mundo” ela apresentou o universo adolescente e todas as suas agonias e hormônios. “Chega de Saudade” explora a pouco comentada vida social na terceira idade. Agora, Laís se debruça num grupo representado por ela mesma: o das mulheres que precisam equilibrar a vida pessoal e profissional.

Maria Ribeiro , muito elogiada no papel, ganhou o Kikito de “Melhor Atriz” no Festival de Gramado . Em seu discurso, ela agradeceu Laís por lhe dar “o papel de sua vida”. Ao todo o filme levou seis prêmios que, além de melhor atriz incluíram melhor ator, melhor atriz coadjuvante, melhor filme e direção para Laís. A diretora lembrou os dados recém-divulgados em que as mulheres representam apenas 15% dos cargos de direção e roteiro nas produções audiovisuais brasileiras e dividiu sua vitória com “todas as mulheres do cinema brasileiro”.

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