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O cineasta que ficou conhecido por filmes como "Titanic" e "Avatar" criticou a imagem da mulher retratada na protagonista do filme

Uma das maiores bilheterias do ano, “Mulher-Maravilha” arrecadou mais de US$ 800 milhões no mundo todo e foi bastante aclamado pela crítica. Entretanto, para James Cameron , o longa não agradou muito e o cineasta, responsável por grandes sucessos como “Titanic” (1997) e “Avatar” (2009), afirmou que a obra de Patty Jenkins seria um retrocesso.

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Para James Cameron, o filme Mulher-Maravilha seria um retrocesso
Reprodução
Para James Cameron, o filme Mulher-Maravilha seria um retrocesso

"Todo esse autoelogio que Hollywood está fazendo por causa de ' Mulher-Maravilha ' tem sido tão equivocado”, disse em entrevista ao jornal britânico The Guardian . “Ela é um ícone objetificado, os homens de Hollywood estão apenas fazendo o mesmo de sempre. Não estou dizendo que não gostei do filme, mas, para mim, é um retrocesso”, completou o cineasta.

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Para ele, Sarah Connor, personagem de seus filmes “O Exterminador do Futuro” e “O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final”, seria um bom símbolo de uma mulher forte no cinema. “Sarah Connor não era um ícone de beleza. Ela era forte, estava com problemas, era uma mãe terrível, e ganhou o respeito da platéia através de uma areia pura”, refletiu o artista.

O outro lado

As afirmações de James Cameron fez com que a diretora de “Mulher-Maravilha”, Patty Jenkins, se pronunciasse sobre a situação. Em tweet publicado na última quinta-feira (24), a atriz escreve: “A inabilidade de James Cameron para entender o que é ‘Mulher-Maravilha’, ou representa, para as mulheres de todo o mundo não é surpreendente porque apesar dele ser um grande cineasta, ele não uma mulher”, escreveu a diretora.

“Seu louvor pelo meu filme ‘Monster’, e nosso retrato de uma mulher forte ainda danificada foi tão apreciado. Mas se as mulheres tiverem que sempre ser duras, intensas e problemáticas para serem fortes, e se não tivermos a liberdade para ser multidimensionais ou celebrar um ícone feminino mundial porque ela é bonita e amável, aí mostra que não evoluímos muito”, continuou a artista. Eu acredito que a mulher pode e deve ser tudo, assim como os personagens masculinos devem ser. Não há modo errado ou correto de ser uma mulher poderosa. E a audiência feminina que fez o filme virar um sucesso, certamente pode escolher e julgar seus próprios ícones de progresso”, finalizou.

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