Nos muros da Escola Municipal Rivadávia Corrêa, na Avenida Presidente Vargas no Rio de Janeiro , o usual cinza é substituído pelas cores e desenhos da artista Luna Buschinelli, de 19 anos. É por meio do deslizar dos pincéis e dos sprays de tinta que a jovem traz à tona a infância e a imaginação em um painel que possui 2500 m², intitulado “Contos”. Além de enriquecer as paredes da escola, agora a obra poderá também ser reconhecida pelo Guinness Book , o livro dos recordes, como o maior grafite do mundo feito por uma mulher.

Grafite de Luna Buschinelli em escola municipal pode entrar para o livro dos recordes
Reprodução/Facebook
Grafite de Luna Buschinelli em escola municipal pode entrar para o livro dos recordes


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O grafite demorou 45 dias para ficar completamente pronto, com Luna trabalhando por um mês das 8h às 18h. Ele retrata uma mulher carregando um livro e uma caneta e duas crianças, que formam uma família liderada por uma mãe solteira. "É a imagem da mãe analfabeta que conta histórias lúdicas para seus filhos com tanta riqueza de detalhes, que parece estar mesmo lendo o livro", disse a artista.

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O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, definiu a obra como uma "imagem inspiradora". Atualmente, o grafite "Etnias", realizado pelo brasileiro Eduardo Kobra, foi eleito pelo Guinness Book em 2016 como o maior do mundo, com 2.600m². A pintura também está no Rio de Janeiro, localizado no Boulevard Olímpico da Praça Mauá e busca representar a união entre os povos dos cinco continentes do planeta. O mural teria sido feito para os Jogos Olímpicos Rio 2016 e levou cerca de três meses para finalmente ficar pronto.

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Mulheres no grafite

Apesar de Luna Buschinelli estar perto de conquistar um título no universo do grafite dentro do Guiness Book, ela não é a única mulher que realizou grandes obras nos muros das cidades. Outras diversas artistas também já roubaram os holofotes das ruas, não só no Brasil, mas ao redor do mundo. O cenário, por sua vez, chegou a ser resgatado em 2016 com o projeto da checa Sany que passou por 15 países registrando a atuação dessas artistas no documentário “Girl Power”.

*Com informações da ANSA

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