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Em seu quinto ano, série da Netflix chega a momento decisivo e mantém o nível mesmo com mudanças na produção [ATENÇÃO: ALGUNS SPOILERS]

A quinta temporada de "House of Cards" chegou cercada de dúvidas, mas não deu margem para críticas. Em seu primeiro ano sem o showrunner Beau Willimon, que comandava a série desde a estreia, a produção da Netflix conseguiu manter a qualidade em um ponto tenso da trama e ainda ganhou de presente atuações impecáveis de Kevin Spacey e Robin Wright.

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A quinta temporada de
Divulgação/Netflix
A quinta temporada de "House of Cards" estreou na Netflix no dia 30 de maio

Os novos episódios de "House of Cards" seguem de onde a quarta temporada parou: um pouco antes das eleições de 2016, entre Frank Underwood (Kevin Spacey) e Will Conway (Joel Kinnaman). Com algo tão valioso em jogo, a série chegou a um ponto crítico: uma vitória de Underwood significaria que a trama acompanharia o presidente no cargo por mais quatro anos, já uma derrota do protagonista colocaria-o em uma posição em que ele nunca esteve: sem poder.

Por estar em um momento tão delicado, a nova temporada da série é bem tensa. Nos primeiros episódios, dá para sentir uma certa eletricidade no ar da trama. Para deixar tudo ainda mais pesado, a eleição não é decidida logo de cara. Os novos showrunners, Frank Pugliese e Melissa James Gibson, fizeram de tudo para que o processo se arrastasse e fosse o mais imprevisível possível.

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No meio disso tudo, as atuações do elenco da produção da Netflix se destacam. Tanto Kevin Spacey quanto Robin Wright estão em seus melhores momentos na série, mas os coadjuvantes também estão muito bem. Joel Kinnaman mostra muito bem como a pressão de ser candidato a presidente dos Estados Unidos e Michael Kelly continua dando um banho de interpretação com o sombrio Doug Stamper.

Todo poder a Claire

[Atenção: spoilers a partir daqui]
Se a quinta temporada de "House of Cards" tem uma vencedora, ela é Claire Underwood. A personagem de Robin Wright tem crescido muito desde o início da série, mas nunca teve tanto destaque quanto agora.

Depois de imbróglios nas eleições, ela é eleita vice-presidente dos Estados Unidos pelo Senado. Enquanto a Câmara não consegue decidir se Frank Underwood ou Will Conway comandará a nação pelos próximos anos, Claire assume o cargo máximo do país por algumas semanas.

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Divulgação/Netflix
Em "House of Cards", Will e Hannah são uma versão mais jovem de Frank e Claire

Aos poucos, a trama vai dando indícios de que a ex-primeira dama pode se tornar ainda mais importante do que Frank. O espaço que Claire ganhou, principalmente nas últimas temporadas, de fato a coloca nessa posição. Agora, o grande cenário da série é a disputa de poder entre o casal Underwood.

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Em um ano em que a Netflix mostrou que não tem medo de cancelar séries caras e grandes sucessos, "House of Cards" foi providencial em mostrar que merece continuar na grade. A nova temporada ainda não está garantida, mas a série cumpriu seu papel e, mesmo se não voltar no próximo ano, vai deixar uma boa impressão em todo mundo.