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Longa brasileiro venceu o prêmio Visionário e o troféu da Fondation Gan na Semana da Crítica do Festival de Cannes

O filme brasileiro "Gabriel e a Montanha" venceu dois prêmios na Semana da Crítica do Festival de Cannes, na França. O longa de Fellipe Gamarano Barbosa ganhou o prêmio Visionário e o troféu Fondation Gan.

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Divulgação
"Gabriel e a Montanha", de Fellipe Barbosa, ganhou dois prêmios no Festival de Cannes

Contando a história real de Gabriel Buchmann, economista carioca que morreu em 2009 ao fazer uma trilha no Monte Mulanje, no Malauí, "Gabriel e a Montanha"  era o único longa brasileiro em Cannes. Ao receber o prêmio, o diretor celebrou a conquista. "É uma honra enorme", disse Fellipe Barbosa.

Amigo de Gabriel Buchmann, o cineasta conta toda a trajetória do economista na África. Ele foi para o continente para se preparar para um doutorado em políticas públicas. Além do Malauí, o carioca também passou por Quênia, Tanzânia e Zâmbia, entre outros países.

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Em entrevista ao iG antes de ir para Cannes, Fellipe Gamarano Barbosa falou sobre sua conexão emocional com o filme e a história. "Estar nos mesmo lugares que ele, com as mesmas pessoas que ele conheceu, me fazia chorar às vezes. A gente até conseguia sentir a presença dele ali, foi muito forte", disse.

O diretor também falou o que o levou a fazer o filme. "Minha intenção era responder às diversas perguntas que a história deixou para nós. Mas eu não podia fazer um filme só sobre essa montanha. Tinha que contar a história dele viver próximo das pessoas pobres e de como isso o ajudaria na profissão de economista", explicou.

Mais vencedores

Além do filme brasileiro, a Semana da Crítica também premiou o documentário congolês "Makala", que segue um jovem que trabalha na produção de carvão para ajudar a família. O filme ganhou o grande prêmio do circuito. "Ava", filme de Léa Mysius sobre uma garota que perde a visão, levou o prêmio SACD.

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O júri que premiou "Gabriel e a Montanha" e os outros filmes da Semana da Crítica do Festival de Cannes foi presidido por Kléber Mendonça Filho ("Aquarius" e "O Som Ao Redor") e também tinha Diana Bustamante Escobar, Hania Mroué, Niels Schneider e Eric Kohn.

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