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Ex-líder do The Police desembarca no Brasil para cantar os hits do passado

Em maio, o cantor Sting vem mais uma vez ao Brasil. O britânico faz show em São Paulo no dia 6 de maio e esta será a única apresentação da turnê "57th & 9th Tour". Mas, depois de mais de 45 anos de carreira, o músico ainda é o cara?

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Sting fará show único em São Paulo, no Allianz Parque, em 6 de maio
Reprodução
Sting fará show único em São Paulo, no Allianz Parque, em 6 de maio

Sting desembarca no Brasil para mostrar o álbum "57th & 9th", que foi lançado em 2016. O disco, o 12º de sua carreira solo, teve uma recepção mista da crítica. No site  Metacritic , que agrega críticas, o trabalho tem nota 6,7, enquanto o AnyDecentMusic? dá nota 5,9. Veículos respeitados, como o  The Guardian e a  Rolling Stone , também discordam no veredito. O jornal britânico deu duas estrelas de cinco para o álbum, mas a revista americana deu três estrelas e meia de cinco. A maior nota foi do site  AllMusic , que deu quatro estrelas de cinco.

Envelhecendo mal

Mas isso tudo indica que já faz algum tempo que o músico britânico vive na sombra do que fez no passado – o que é algo completamente aceitável, levando em conta a qualidade de seus trabalhos anteriores. O auge da carreira dele foi nos anos 1980 e 1990, tanto com o The Police, quanto em carreira solo.

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A questão é que o cantor parece não estar envelhecendo tão bem quanto artistas contemporâneos seus. Bruce Springsteen, por exemplo, tem uma carreira que pode ser comparada à de Sting. Na ativa desde 1964, sete anos antes do britânico começar profissionalmente, The Boss é um nome muito mais importante para a música hoje do que Sting.

Até bandas que são atração do Rock in Rio, como Guns N' Roses, Aerosmith, Bon Jovi e The Who, têm mais apelo que o líder do The Police. A impressão é de que ele parou no tempo, e isso já faz algum tempo.

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Mesmo que viva de hits do passado, Sting ainda é um dos nomes mais importantes da história do rock nas décadas recentes. Seria injusto exigir que um artista tão talentoso como ele se mantivesse no auge após 45 anos de carreira, ainda mais com todas as mudanças pelas quais a música passou nos últimos anos. Mas, cabe ao britânico reconhecer e aceitar o novo momento e tocar a carreira sem ser o cara da música mundial.

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