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Em entrevista ao iG, Felix De Laet fala sobre seu álbum de estreia, o momento da música eletrônica e sua relação com o Brasil

Lançar um álbum de estreia é um momento especial para todo artistas e os DJs não fogem à regra. Felix De Laet , que lançou o primeiro disco do projeto Lost Frequencies , sabe bem disso.

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O DJ Lost Frequencies lançou o álbum
Divulgação
O DJ Lost Frequencies lançou o álbum "Less Is More" no ano passado

"Foi uma experiência ótima, mudou minha carreira", disse o DJ Lost Frequencies em entrevista por telefone ao iG , sobre o álbum "Less is More", lançado em outubro de 2016. O álbum chegou a ser o 3º mais vendido na Bélgica em sua semana de estreia e também entrou nos rankings da França, Holanda e Suíça.

Apesar disso, Felix conta que lançar um álbum nunca foi o plano. "Não pensava em fazer um disco, mas aí fui juntando as músicas, elas começaram a contar uma história, e então saiu", confessou o belga. No disco, o produtor trabalha com artistas como Janieck Devy, Sandro Cavazza e Axel Ehnström, entre outros.

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O músico acredita que "Less is More" mudou sua relação com os fãs. "Agora as pessoas conhecem mais minhas músicas, cantam todas nos shows", comemorou. "Estou criando meus próprios sons, meu próprio universo", disse o DJ.

Fã do Brasil

A conexão com os admiradores de seu trabalho é muito importante para Felix – e, no Brasil, eles são numerosos. Para se manter em contato com os brasileiros, o belga usa principalmente as redes sociais. "Sou muito ativo no Twitter e no Facebook, mas os fãs sempre me mandam coisas em português, então tenho que ficar caçando alguém para traduzir as mensagens", brincou.

Em 2015, o belga foi uma das atrações do festival Tomorrowland Brasil, em Itu (SP), e teve uma experiência agridoce. "Foi engraçado porque toquei antes do Alok, mas quando comecei a tocar, as pessoas começaram a ir embora. Mas depois elas voltaram", disse, aos risos.

Não são só os fãs brasileiros que conquistaram o produtor: ele também gosta muito dos artistas daqui. "Adoro o Alok e o Chemical Surf. Quero muito trabalhar com algum DJ brasileiro em breve", adiantou.

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Com só 23 anos, Felix De Laet já vê um movimento de expansão da música eletrônica e não vê problema algum em DJs e produtores entrarem nas posições mais nobres de festivais como Glastonbury e Coachella. "As pessoas gostam de ver artistas diferentes e se divertem assistindo bandas diferentes", avaliou.

Para o DJ Lost Frequencies, não existem rixas na música e DJs, bandas de rock e popstars podem dividir o mesmo espaço. "Não tem problema, por enquanto", garantiu.

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