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Apesar das controvérsias a respeito da violência que a sétima temporada trouxe para a série, produtores negam possibilidade de mudança de tom

A sétima temporada da série “The Walking Dead” estreou em dezembro de 2016 trazendo muita ação para os fãs, já que logo na estreia mostrou dois dos personagens principais tendo a sua morte decretada de maneira brutal por Lucille, o bastão de baseball do vilão Negan (Jeffrey Dean Morgan). Apesar da violência do primeiro episódio, o enredo que se desenrolou mais tarde não teve tanta selvageria assim. Entretanto, muitos dos espectadores chegaram a reclamar da fúria e impetuosidade que imperou no sétimo ano da série.

O primeiro episódio de The Walking Dead na sétima temporada foi tomado pela violência
Reprodução
O primeiro episódio de The Walking Dead na sétima temporada foi tomado pela violência


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O furor acerca das cenas foi tanto que o produtor de “ The Walking Dead ”, Gale Anne Hurd, afirmou que diminuiu um pouco o tom da violência nos episódios que estavam filmando após a estreia em outubro. “Fomos capazes de analisar o feedback sobre o nível de violência”, afirmou em conferência, como revelou a Variety. Entretanto, recentemente em entrevista concedida ao Entertainment Weekly, o diretor Greg Nicotero e o showrunner Scott M. Gimple se pronunciaram sobre o assunto trazendo uma nova versão da história que pode, também, determinar o futuro da série.

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“A violência na estreia foi pronunciada por uma razão. O horror que aconteceu com os personagens foi muito específico para este episódio em questão e o início de toda essa nova história”, revelou Gimple. “Eu não acho que esse é o nível básico de violência que necessariamente deveria estar no programa. Isso deveria ser específico para uma história e um propósito, e havia um propósito de traumatizar esses personagens a um ponto em que talvez eles fossem dóceis pelo resto de suas vidas, o que era o ponto de Negan. Mas vou dizer novamente, a violência na estreia foi para uma finalidade narrativa específica e eu nunca diria que essa é a quantidade básica de violência que iria mostrar na série. Se alguma vez vamos ver algo que se pronuncia, há uma necessidade de ter um propósito narrativo específico para isso”, completou o showrunner de “The Walking Dead”.

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Nicotero, além de concordar com o showrunner, ainda afirmou que não mudaria nada se pudesse voltar no tempo. "Por mais brutal que o primeiro episódio tenha sido, ainda é parte da nossa bíblia de contar histórias, que é sobre o que é o mundo. Não acho que nós nos editaríamos nunca, e eu acho — mesmo depois de olhar para aquele primeiro episódio novamente — por mais difícil que tenha sido para as pessoas assistirem, não acho que teríamos feito isso de forma diferente. Não acredito que nós alguma vez vamos nos segurar. Definitivamente há uma diferença entre a violência contra os walkers e humanos ou na violência humana, mas, na verdade, estamos servindo nossa história”, comentou o diretor.

A continuação da série

A sétima temporada de “The Walking Dead” foi dividida em duas partes, com a primeira tendo a sua estreia em Outubro de 2016. Já a segunda parte da série estreia agora em fevereiro, no dia 12, com mais oito episódios.

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