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Morte do cantor britânico completa um ano nesta terça-feira (10) e mostra que ele ainda segue sendo importante para a música mundial

Muitos artistas conseguem na morte o reconhecimento que em vida já não tinham há muito tempo. Não é raro ver casos de músicas que têm a sua discografia destrinchada e batem recordes de venda depois de morrerem. Isso é tão comum que atinge até ídolos como David Bowie , cuja morte completa um ano nesta terça-feira (9).

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Morte de David Bowie completa um ano nesta terça-feira (10)
Divulgação
Morte de David Bowie completa um ano nesta terça-feira (10)

Trabalhando até os últimos dias de sua vida, literalmente, David Bowie não era um artista que vivia do passado. Apesar de ter mudado a história da música com seus trabalhos nos anos 1970 e 1980, o britânico se manteve atualizado e fazendo bons trabalhos até o derradeiro  Blackstar , lançado em seu aniversário de 69 anos e dois dias antes de sua morte.

A inovação e a refrescância de ideias que Bowie trouxe à música são coisas que jamais foram repetidas. Não é exagero algum dizer que ele era o maior artista vivo até os primeiros dias do ano passado.

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Durante este ano sem Bowie, fãs e artistas tentaram assimilar o que fazer a partir de seu rico legado e transformaram o luto em uma extensa pesquisa por toda sua discografia. O resultado foi a obra do britânico ainda mais exaltada e exercendo mais influência sobre as produções atuais.

Um herói necessário

A morte de Bowie veio em um momento em que o músico estava dando uma nova cara à sua carreira. Depois de passar décadas sem lançar nada, ele voltou com  The Next Day , em 2013, e  Blackstar , em 2016, um álbum que ficou grandioso após sua morte.

Mesmo nos anos em que não lançava nada, o britânico era uma espécie de farol que iluminava o caminho das produções do pop e do rock com clássicos como  StarmanHeroesSpace Oddity . Mesmo após sua morte, ele manteve esse posto, e ninguém surge com moral para que isso mude nos próximos anos.

Das mortes de 2016, que incluíram outros nomes importantes como Prince e Leonard Cohen, a de Bowie foi a mais inesperada: veio em decorrência de um câncer de fígado que ele próprio só descobriu em seus últimos três meses de vida e ninguém sabia da existência.

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A música sobreviveu a 2016, a seu primeiro ano sem David Bowie, e continuará sobrevivendo. Mas a perda do camaleão do rock é um golpe duro que ainda será assimilado pelos próximos anos. Ele ainda é um herói que faz falta à falta, mas felizmente deixou um caminho a ser trilhado pelas próximas gerações.

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