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Apagadas as chamas do Museu Nacional, no Rio, começam buscas para encontrar o que restou do quinto maior acervo do mundo. Museólogo diz não ter sobrado nada

Reconstituição do rosto e o crânio de Luzia: um dos itens que pode ter resistido
Reprodução
Reconstituição do rosto e o crânio de Luzia: um dos itens que pode ter resistido

Para aliviar um pouco (bem pouco) a revolta em torno do incêndio no Museu Nacional , subordinado da UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro, há a possibilidade de que alguns itens tenham sido preservados, como fósseis, espécimes milenares de moluscos e outros animais, Luzia , crânio do mais antigo ser humano encontrado no Brasil, um cofre com outras peças, assim como o Bendegó , meteorito que ficava na porta do palácio imperial. O museólogo Marco Aurélio Caldas, entretanto, disse à imprensa que "não sobrou nada", até porque o museu abrigava mais de 20 milhões de peças, delas apenas 1% em exposição, e o quinto maior acervo do mundo.

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Esforço nas buscas nos escombros

A esperança é que estejam soterradas relíquias do Museu Nacional no térreo, abaixo de escombros do segundo piso, que desabou. O problema é que fósseis, por exemplo, resistem ao fogo, mas não a um desmoronamento.

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Arqueólogos estão trabalhando para encontrá-las, e o diretor Alexander Keller já fez um pedido de verba para restauro ao governo federal. O presidente Michel Temer pretende reunir empresas e bancos para reparar - o que é irreparável.

 A coluna tentou contatar a assessoria de imprensa da instituição, sem resposta.

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