Naldo
Wallace Ximenes/Divulgação
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Apesar da paralisação dos eventos por conta da pandemia de coronavírus,  Naldo Benny não deixou de produzir. Um exemplo disso é o DVD "Nu Floww-Acústico", lançado em todas as plataformas digitais no último dia 23. "O projeto ficou realmente incrível e traz algo diferenciado. Canto as românticas, mas também os clássicos, de uma forma mais intimista. É uma sensação maravilhosa estar próximo dos meus fãs. Sem dúvida, todos amaram e ficaram surpresos. Tenho meus hits dançantes, mas percebi que, ao cantar e tocar violão, foi impactante", começou dizendo.

Entre os sucessos, estão "Amor de Chocolate", "Exagerado", "Faz Sentir" e "Tô Apaixonado", mas a primeira faixa a ser trabalhada é "Você Cola em Mim", que, segundo adiantou, tem características da sua personalidade, a batida trivial do funk e a melodia diferenciada. "Estou muito animado com a escolha, já que relata minhas vivências." Daqueles que não têm medo de falar sobre qualquer assunto, o cantor bateu um papo com o iG Gente sobre profissão, família, projetos, vida no exterior e filhos com a veia artística. Confira aqui! 


1. Revisitando sua trajetória, como se sente completando 21 anos de carreira?

Muito feliz e agradecido a Deus, em primeiro lugar, e também aos fãs, porque 21 anos é muito tempo, tanto de muito trabalho quanto de muitas alegrias por ter conquistado várias coisas. A palavra é gratidão.

2. Você acaba de divulgar o DVD "Nu Floww - Acústico", que traz os grandes hits de carreira. Como foi o lançamento e o seu envolvimento em toda a produção?

No último dia 23, esse quarto trabalho foi disponibilizado no meu canal oficial no YouTube e também nas plataformas digitais. Gravei no Alto da Boa Vista, em fevereiro, obedecendo a todas as regras de segurança. No repertório, há grandes hits. Ele foi produzido junto à minha equipe, e foi lindo contar com a presença da minha família e de amigos e pessoas por quem tenho muito carinho, bem como vê-los curtindo e cantando meus grandes sucessos de uma forma bem intimista. Aliás, esse show vai para a rua logo na sequência, e a ideia do DVD surgiu na casa da Nicole Bahls, no Natal. Na época, eu peguei o violão e comecei a cantar e a tocar. Todo mundo ficou amarradão e falando que eu poderia fazer um acústico. É um projeto diferenciado, porque canto músicas de artistas como Djavan, Stevie Wonder, Fábio Jr, Ed Motta, Lulu Santos e Roupa Nova. Um espetáculo gostoso e surpreendente!

3. Que surpresa a sua esposa preparou para você em Cancún?

Completamos onze anos juntos, e eu sempre brinco com a Ellen dizendo que vou casar com ela mais de dez vezes, se for possível, mas, nessa ocasião, realmente me surpreendeu. Na verdade, disse que íamos a uma festa do branco, de um amigo, do trabalho. Vesti uma roupa branca e fui. Quando cheguei ao local, já tinha uma equipe pronta para realizar o matrimônio. Chorei de emoção e fiquei superfeliz, porque conseguiu me surpreender. Celebramos mais um aniversário de casamento, e foi lindo, com toda a energia do amor. Isso tudo me fez chorar que nem criança.

4. Recentemente, você gravou um documentário abordando seu tempo de carreira. Fale mais sobre ele.

Foi um momento lindo! "Naldo, o filho da Maré" já está no meu canal no YouTube e conta relatos da minha vida, mostrando tudo que venho fazendo nesse percurso, como se fosse um livro. É um presente para os meus fãs. Tentei sintetizar ano a ano os detalhes pelos quais batalhei, com imagens feitas dentro da comunidade onde nasci, no Rio.





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5. Você está há três meses nos Estados Unidos, e, acompanhando suas redes sociais, há registros com Scott Storch, que já produziu Beyoncé, Chris Brown, Snoop Dogg, Tyga, Lil Wayne e Fat Joe. Podemos esperar uma produção com ele em seus próximos projetos?

Muita coisa boa tem acontecido neste momento em que estou por aqui com a minha família. Scott é meu parceiro, e estamos preparando novidades. Ele é muito talentoso, um dos caras que mais respeito no hip-hop e na black music.

6. Pretende fazer uma versão em espanhol da música "Vem Jogando''? Se sim, quando?

"Vem Jogando" (que já está nas plataformas digitais) e "Mexe a Bunda" são dois clipes que serão lançados, sim, em castelhano, em setembro. 

7. Sua infância foi bem dura na comunidade da Maré, mas lutou para chegar ao lugar onde você está. Teve o apoio da família no início da carreira?

Sim, foi difícil demais, mas regada de amor o tempo inteiro. O suporte de meus familiares foi total, principalmente da minha mãe, que era a minha maior fã. Infelizmente, há sete anos, não a tenho mais aqui. Costumo dizer que sou um milagre e que Deus foi bom comigo! Por meio das orações dela, tenho muito a agradecer e, por isso, faço tudo com amor. Houve dificuldades para conseguir, mas continuamos aqui firmes e fortes.

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8. Como é fazer música com o seu filho? 

É muito legal ver o crescimento artístico do Pablo. Ele tem talento, estilo próprio e identidade. Estou aqui torcendo, ajustando e acompanhando, aliás, tem clipes nossos lançados que a galera pode conferir: os singles "Gang do Benny" e "Nu Grau", além de seus outros lances. É gostoso poder cuidar dele e também desse lado musical.

9. Quando vê a galera nova nessa onda em que você já pensava lá atrás, qual a sensação?

Fico feliz em ver acontecendo parcerias entre artistas brasileiros e estrangeiros, coisas que fiz lá em 2011, com Fat Joe. Aqui mesmo, em Miami, gravamos a música "Se Joga", depois gravei com Flo Rida, Zion & Lennox, Timbaland, Jean Carlos. Acho que pude contribuir para o gênero.

10. Você acha que Maria Victoria, a sua caçula, também vai trilhar o caminho da música?

Acho que está no DNA da Victoria. Além de compor, acredito que vai seguir o percurso da arte, não apenas cantar, mas também atuar. Aonde chega, todo mundo percebe a simpatia e o carisma, que são espontâneos. Uma vez, eu estava com o ator Eri Johnson, e ele, vendo a minha filha, disse: "É uma artista nata". Ainda bem novinha, já usava de improviso e sempre sorrindo para todo mundo. É lógico que pensamos sempre nos estudos e nas várias opções dentro do que vou lhe proporcionar como suporte para a vida no sentido de educação, mas creio que, no futuro, ela vai se envolver com a arte.


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