Pedro Castro foi eliminado no último episódio de No Limite 6
Reprodução/Globo
Pedro Castro foi eliminado no último episódio de No Limite 6


Quem tem acompanhado os aventureiros de No Limite 6 enfrentando situações insalubres, como fome e frio, deve imaginar que no mínimo existe uma boa recompensa por trás de tanto esforço. A verdade, caro leitor, é que o cachê pago pela Globo é baixo. E o valor ainda é diluído em três prestações.


A coluna teve acesso ao contrato de um dos participantes da atual temporada e descobriu que a Globo pagou a quantia de R$ 6 mil a cada jogador. A primeira parcela foi paga em 25 de maio, um mês após a emissora revelar publicamente a lista com os nomes dos 24 aventureiros desta edição.

O contrato é tão amarrado que o participante não tem a chance de ganhar um centavo a mais durante o programa. Nem mesmo nas ações de merchandising dos patrocinadores do reality show.

Existe uma cláusula que obriga o participante de No Limite a aceitar ter sua imagem vinculada às marcas e produtos exibidos no reality show sem receber nada a mais por isso. O contrato ainda diz, com todas as letras, que as receitas de publicidade geradas no programa serão 100% de propriedade da Globo.

"Todas as receitas obtidas pela Globo com toda e qualquer modalidade de patrocínio, licenciamento, merchandising e ações comerciais de qualquer natureza, em qualquer plataforma (televisão aberta, televisão fechada, plataformas digitais, etc.), seja do programa original ou reprise, incluindo publicidade ou insert comercial/de vídeo (lettering com marca) para as exibições, transmissões ou qualquer utilização do Programa, por qualquer meio ou processo, reverterão integralmente a favor da Globo, não cabendo nenhum direito ou remuneração ao Participante neste sentido", diz a cláusula 3.5 do contrato.

As amarras comerciais são enormes. E os participantes são expressamente proibidos de participar de qualquer ação publicitária, até mesmo em suas redes sociais, até o dia 9 de julho. Caso recebam propostas de empresas durante este período, eles devem submeter ao departamento comercial da emissora, que irá avaliar o caso.

Caso alguma empresa procure diretamente a emissora para realizar ação comercial com alguém do elenco de No Limite, o participante não poderá recusar a proposta. Aí sim ele terá um ganho extra de R$ 10 mil, independentemente do tipo de trabalho que venha a ser realizado.

Vamos supor que a Lacta, patrocinadora da atual temporada, queira usar um participante para protagonizar um merchan dentro de um dos programas da Globo: ele irá ganhar R$ 10 mil por esta ação. Se a proposta for para uma publi nas redes sociais do tal participante, o cachê também será de R$ 10 mil. Todo o valor excedente pago pela empresa ficará com a emissora.

O contrato ainda diz que embora o vínculo com a emissora se encerre em 9 de julho, todos os participantes deverão dar prioridade a ela na contratação para obras audiovisuais até 31 de dezembro. Portanto, se um dos integrantes de No Limite for convidado para participar de A Fazenda 14, na Record, a Globo poderá tomar a frente e atravessar a ida ao reality da concorrente.

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