Liliana Rodriguez confessou que sofreu assédio moral enquanto apresentava Jornal da Globo
Reprodução/Gabriel Perline
Liliana Rodriguez confessou que sofreu assédio moral enquanto apresentava Jornal da Globo

Precursora em diversas frentes do jornalismo brasileiro, Liliana Rodriguez revelou ter sofrido assédio moral nos tempos em que apresentou alguns noticiários da Globo. Além da agressividade de alguns superiores, ela teve que lidar com as constantes tentativas de puxadas de tapete.

"Teve uma vez em que faltavam segundos para entrar no ar, com a vinheta tocando, o diretor gritou no estúdio que meu cabelo estava uma merda. Desculpe a expressão, mas foi exatamente isso que aconteceu", disse ela durante o Painel de Mulheres no Audiovisual, realizado na manhã desta sexta-feira (27) no Festival de Cinema de Vassouras, no Rio de Janeiro.

A coluna participou do bate-papo mediado pela atriz Larissa Maciel, que instigou a jornalista a contar mais detalhes sobre as situações em que ela foi vítima de tentativas de boicotes ao longo de sua carreira.

"Esse episódio me marcou demais. E não tem como uma fala como esta não te desestabilizar. Eu estava entrando ao vivo. Aquilo foi claramente uma tentativa de me abalar e prejudicar o meu trabalho", acrescentou.

Embora Liliana tenha sofrido muito no início de sua carreira, ela se considera sortuda por ter recebido o apoio de diversas mulheres e também de alguns homens que apostaram em seu talento.

"Quando eu recebi o convite para fazer o teste para apresentar o Jornal da Globo, lembro que encontrei a Leilane Neubarth no banheiro e desabafei sobre o meu medo em aceitar. Ela me encorajou demais, disse que eu tinha plenas condições de assumir a vaga e me fez seguir adiante. Tempos depois eu descobri que ela também havia sido testada para este posto, e ela não me desestimulou, mesmo sabendo que eu era sua adversária. Sempre a admirei, mas depois que soube disso, respeito ela ainda mais como profissional", contou.

Em sua estreia na bancada do Jornal da Globo, ela também contou com a ajuda de outro grande nome do jornalismo: Eliakim Araújo.

"Eu estava completamente nervosa, tremendo e gaguejando. Por diversas vezes, ele segurou a minha mão por baixo da bancada, tentando me acalmar. Foi um grande parceiro de trabalho", relatou.

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