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"A gente não é obrigado a aceitar o próximo, mas a gente tem que se respeitar como ser humano", disse Ale Tavares à coluna

A  atriz trans Ale Tavares abriu um processo contra Mc Lan na defensoria pública de São Paulo. Ela pede indenização por danos morais ao cantor alegando ter sido vítima de transfobia do funkeiro, durante uma gravação de clipe do artista em 2017.

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Reprodução/Instagram
MC Lan é alvo de processo na Justiça de São Paulo

Ale seria uma das moças do videoclipe, mas, segundo a atriz, Mc Lan , ao perceber que ela era trans, a destratou diante de toda à equipe. "Ele não só me tirou do clipe como me humilhou. Me chamou de homem, traveco e outros termos pejorativos. Como na época transfobia não era crime, entramos com uma ação por danos morais, porque o que ele fez na frente de todo mundo cabe a isso", afirmou Ale à coluna.

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Agora, com a ação na Justiça, a atriz busca mostrar que a comunidade LGBT merece respeito. "A gente não é obrigado a aceitar o próximo, mas a gente tem que se respeitar como ser humano, independente de cor, raça, sexo ou religião. Quero servir de exemplo para que isso não aconteça mais com nenhuma pessoa da comunidade LGBT. E que as pessoas aprendam a respeitar as diferenças", finalizou.

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O caso veio à tona após entrevista de Ale no canal da Léo Áquila no youtube. A assessoria jurídica de MC Lan informou que ele "em momento algum externou qualquer atitude discriminatória ou ofensiva... O artista destaca ainda que repudia quaisquer atos de homofobia, transfobia ou discriminação e que sempre apoiou o movimento LGBTQ+."