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"Charlie Says" estreia em maio nos cinemas dos EUA e investiga poder de influência do famoso psicopata sobre as mulheres que matavam para ele

Charles Manson é uma das maiores personalidades do século XX. Objeto de estudo por historiadores, psicólogos e cursos policiais, o assassino já ganhou relevo na arte em diversas oportunidades. Em 2019, porém, duas obras chamam a atenção.

Matt Smith interpretando Charles Manson
Divulgação
Matt Smith vive Charles Manson em "Charlie says"

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A primeira delas é "Era uma Vez em Hollwood", de Quentin Tarantino que abordará o impacto de Charles Manson na cultura dos anos 70. O psicopata será vivido no filme de Tarantino por Damon Herriman. A perspectiva mais interessante, entretatanto, talvez esteja em "Charlie Says", novo filme de Mary Harron, cineasta responsável pelo iconográfico e reverberante " Psicopata Americano" .

Ela se reúne a roteirista Guinevere Turner, também responsável pelo texto do filme estrelado por Christian Bale, para falar sobre a Los Angeles da era de Manson. Mas por uma perspectiva inusitada e problematizante. A partir do ponto de vista das três mulheres que matavam a mando dele. 

Leslie Van Houten (Hannah Murray), Patricia Krenwinkel (Sosie Bacon), and Susan Atkins (Marianne Rendón) estão presas em uma penitenciária californiana e começam a receber a visita da estudante de psicologia Karlene Faith (Merritt Wever) que tenta mostrar para elas que Manson e seu culto não são nada de especiais. Mas como quebrar essa ilusão? Elas estão preparadas para isso? 

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Conhecendo a filmografia de Harron, também responsável pelo filme "Um Tiro para Andy Warhol" (1996) e pela série "Alias Grace" (2017), é possível esperar uma abordagem provocadora e reflexiva.

Matt Smith interpreta Charles Manson e o trailer pode ser conferido abaixo. O filme ainda não tem distribuição garantida no Brasil, mas a estreia nos EUA está programada para maio nos cinemas e nas plataformas on demand.


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