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"Mídia em Foco", monstros para relembrar no Halloween e reverberações do Prêmio Multishow são destaques da coluna Bastidores desta terça (31)

O debate acerca da comunicação no Brasil promete ganhar fôlego com o novo programa “Mídia em Foco”, que está sendo exibido na TV Brasil desde o final de outubro. Com a ideia de analisar as novidades que envolvem os meios de comunicação além de trazer à tona as tendências do setor, o programa joga os holofotes sobre acadêmicos, profissionais e especialistas que estão dentro do cenário para analisar o hoje da comunicação: seja na imprensa, no cinema, na televisão, no rádio ou na internet.

Reprodução
"Mídia em Foco" ressurge na televisão com propósito de discutir a comunicação e os seus rumos na atualidade

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A primeira temporada do programa começou no último dia 25 de outubro e promete apresentar mais 51 edições durante os próximos meses. Apresentado pela jornalista Paula Abritta, a estreia contou com um debate acerca do futuro da televisão na comunicação e a sua relação com os hábitos comuns da sociedade, contando com a presença da jornalista e crítica de TV Cristina Padiglione, o engenheiro e professor Marcelo Zuffo e o também jornalista André Mermelstein.

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Agora, na próxima quarta (1), o olhar vai se voltar para a produção e distribuição de séries para o vídeo sob demanda (VOD). Desta vez, quem participará do debate são o jornalista Igor Kupstas, diretor da O2 Play; o jornalista Marcelo Forlani, um dos fundadores do Omelete; e o advogado Raphael Crescente, da Fox Networks Group. O programa entra no ar a partir das 22h30.

Programação

Para o mês de novembro, o “Mídia em Foco” promete trazer mais debates imperdíveis para o público. No dia 8 de novembro, será a vez das mídias sociais e outros meios de comunicação; já no dia 15 de novembro, a evolução e o poder do vídeo tomam conta do estúdio em um debate com os jornalistas Arlindo Machado, José Carlos Aronchi e Gabriel Priolli, além de Gilvani Moletta. A publicidade, por sua vez, toma conta do estúdio no dia 22 com um debate que procura compreender a evolução desta atividade, seus rumos e a sua relação com os outros meios de comunicação.

Para aterrorizar!

Divulgação
"Frankenstein", de Mary Shelley, já ganhou diversas adaptações para o cinema.

O Halloween é, sem dúvidas, a data preferia dos fãs de suspense e terror. Com origens nos celtas, com a intenção de celebrar o fim do verão, a comemoração tomou outros rumos e hoje é uma data para deixar a bruxa a solta! Em clima de festa, o cineasta brasileiro Daniel Bydlowski selecionou três clássicos para os fãs relembrarem nesta data.

O primeiro é o icônico “Frankenstein” (1931). Segundo Bydlowski “apesar da maestria em que Boris Karlof atua, ele teve que alterar os trejeitos de prometeus, pelo fato de que no filme ele é menos desenvolto e bem mais primitivo, e também não emite sons”. Apesar das diferenças, o ator conseguiu manter o estilo gótico durante a obra, ainda que não se assemelhasse com o original literário.

“Drácula” (2015), por sua vez, não poderia ficar longe da lista. De acordo com o cineasta, o filme do século XXI apresenta a mais fiel e expressiva interpretação do personagem. “Todas as produções cinematográficas e atores romantizaram o nem um pouco humano Drácula.  Christopher Lee conseguiu extrair o máximo de terror do personagem com poucas falas e grunhidos aterrorizantes”, opina.

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Por fim, mas não menos importante, “O Médico e o Monstro” (1931) também rendeu bons comentários do cineasta. “Quando Fredric March interpretou o médico e o monstro, sem sombra de dúvidas, foi grotesco e não parecia nem um pouco humano, uma versão bem repugnante. Quando se transformava em Sr. Hyde, a voz, postura e forma de caminhar ficaram totalmente diferentes do Dr. Jekyll”, comenta.

De clássicos da literatura para o cinema, uma coisa é fato: não faltam monstros para se inspirar neste Halloween!

Música no comando

O Prêmio Multishow, exibido na última terça-feira (24), conquistou a segunda maior audiência da história da premiação. Na cobertura do evento que consagrou os maiores sucessos do ano em 12 categorias, aproximadamente 2,7 milhões de pessoas passaram pelo canal, com um tempo de permanência de ao menos 47 minutos. Com conteúdos exclusivos em multitelas – a maior da história do canal - o evento bateu recordes em horas consumidas e engajamento. A premiação foi exibida em nove diferentes plataformas: TV, Multishow Play, YouTube, Facebook, Instagram, Twitter, Musical.ly, Canal Bis e Bis Play.

Além de ter um “esquenta” com diversos youtubers, o canal bateu os recordes nas redes sociais. O Facebook do Multishow, que teve Fernanda Souza no comando de lives direto dos camarins e bastidores, alcançou mais de 7,7 milhões de videoviews. No Instagram, que teve Thaynara OG ao vivo no tapete vermelho, foram mais de 6 milhões de impressões nos stories.

Os resultados só comprovam que o universo da música brasileira está a todo vapor – dentro e fora das televisões!

Suíça de Babel

A imagem detalha a diversidade linguística da Suíça, de acordo com levantamento feito pelo aplicativo Babbel
Ilustração: "Ilustração de Victoria Fernandez concedida pela Babbel".
A imagem detalha a diversidade linguística da Suíça, de acordo com levantamento feito pelo aplicativo Babbel

Para quem achava que a Torre de Babel era o único lugar onde a diversidade linguística reinava, a seção Foco Suíça na 41ª Mostra de Cinema Internacional de São Paulo prova o contrário. Com uma programação que vai até esta quarta (1), a seleção traz longas contemporâneos, uma retrospectiva da obra de Alain Tanner e a exibição de curtas do animador Georges Schwizgebel mostrando um pouco sobre esse lugar que, apesar de pequeno, é multilinguístico, tendo na bagagem idiomas como o alemão suíço, francês suíço, italiano suíço e romanche, que carregam consigo também toda uma identidade cultural, expressa diferentemente em cada região do país. Entretanto, as diferentes formas de comunicação não são uma barreira para se aventurar nesse país. Para entrar mais afundo nessa diversidade cultural, é possível assistir aos destaques “Mulheres Divinas” (Die göttliche Ordnung), de Petra Volpe, longa suíço alemão que concorre a uma vaga na disputa do Oscar; o francês suíço,”Messidor” (1978), de Alain Tanner e o italiano suíço “EMMA” (2017), de Silvio Soldini.

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