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Novidades do Minas Gerais Audiovisual Expo, música nova do Republica e coelhinha da Playboy são destaques da coluna Bastidores

O futuro dos conteúdos produzidos para cinema, TV e plataformas online dá a tônica da segunda edição do Minas Gerais Audiovisual Expo , em Belo Horizonte. Produtoras, emissoras de TV fechada e outros expositores analisam como o que é produzido pode migrar de uma tela à outra e atingir o maior número de pessoas possível.

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Daniela Busoli, da Formata, Eduardo Gaspar, da Endemol, e Roberto D'Avila, da Moonshot, falam dos novos formatos para programas de TV
Flávio Tavares/Divulgação
Daniela Busoli, da Formata, Eduardo Gaspar, da Endemol, e Roberto D'Avila, da Moonshot, falam dos novos formatos para programas de TV

Uma boa estratégia para as emissoras é contar com a divulgação dos Youtubers , avalia o sócio fundador e CEO da Snack Networks, Vitor Knijnik - rede que cria, produz, desenvolve, agrega e comercializa canais originais e parceiros. "O Brasil tem o segundo maior Youtube do mundo, são 98 milhões de usuários por mês, 465 mil canais ativos, 12 bilhões de visualizações só nos 500 canais mais acessados, 1,6 milhão de vídeos postados. Isso tornou o português o segundo idioma mais falado no Youtube no mundo".

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Divulgação
"Os youtubers são rockstars" afirma Vitor Knijnik, e CEO da Snack Networks - Na foto, o youtuber do momento Whindersson Nunes

E como tirar proveito de tudo isso? "Os Youtubers são os rockstars do século 21. Lá eles criam comunidades e conversam com milhões de pessoas. Hoje quando um vídeo de maquiagem cresce, por exemplo, o algoritmo direciona para pessoas que assistem a esse conteúdo, não para todos. Mas não podemos pegar um conteúdo só e colocar em todas as plataformas. Quando a gente fala em multiplataforma, é pegar um conteúdo que possa ser trabalhado em diferentes linguagens", explica.

Filmes em várias plataformas

No painel sobre "Estratégias para distribuição de conteúdo", a diretora da Cineart Filmes, Thais Henriques, vê como positivas as mudanças ao longo dos 70 anos da exibidora. "As pessoas têm saudosismo do cinema de rua, mas os cinemas Multiplex ampliaram a distribuição e a quantidade de salas disponíveis".

Ela diz como analisa o caminho para os produções nacionais atingirem mais público e se tornarem mais rentáveis. "Ainda acredito nas possibilidades infinitas do conteúdo chegar às pessoas. Tivemos 240 filmes produzidos no Brasil em 2016, e 160 chegaram às salas de cinema. A ideia é que a primeira plataforma do filme seja o cinema, depois TV paga e Netflix . Dificilmente a gente consegue recuperar o investimento em um filme só com cinema. As outras plataformas são um grande futuro para o cinema nacional".

Emissoras com medo de apostar

Daniela Busoli, executiva da produtora independente Formata, falou na discussão sobre "Formatos Made in Brazil" sobre a dificuldade de encontrar projetos originais que possam ser desenvolvidos, como o " Fábrica de Casamentos ", que produziu em parceria com o SBT e o canal Discovery, já com segunda temporada garantida. 

"As TVs tem muitos programas sensacionalistas, assistencialistas e de culinária. São sempre variações do mesmo tema, dificilmente aparece algo novo. As emissoras abertas preferem formatos que tenham histórico de audiência (track records). Um exemplo usado como exceção foi o bem sucedido 'Fábrica de Casamentos', parceria de produção entre SBT e Discovery Home and Health. O Brasil é um país de monopólio, ainda muito fechado. Mas embora seja difícil, antes era impossível", reconhece.

Espaço para documentários 

O mercado de documentários também foi tema do MAX Expo 2017. Os palestrantes - Fernando Dias, da Grifa Filmes, José Rodrigues, do Tribeca Film Festival, Maria Rita Nepomuceno, do CinebrasilTV, e Renée Castelo Branco, da GloboNews, comentaram o quanto o gênero é subvalorizado na TV aberta e até pela Ancine no "Painel Brasil Cinemundi - O mercado do documentário: visões contemporâneas"

Renée Castelo Branco (ao centro), da GloboNews , comenta os documentários que a emissora produz em parceria com a GloboFilmes
Flávio Tavares/Divulgação
Renée Castelo Branco (ao centro), da GloboNews , comenta os documentários que a emissora produz em parceria com a GloboFilmes

"Temos uma meta de produzir 40 documentários. Fizemos até agora 18, mas só podemos exibir oito por enquanto. Os documentários têm muito tempo de maturação, estão sendo exibidos em vários Festivais e só depois podem passar na TV", contou Renéé sobre a produção da GloboNews em parceria com a GloboFilmes .

Lançamento

O Republica lançou o single e clipe “The Maze”. A nova música é o segundo single que a banda apresenta antes do lançamento do álbum Brutal & Beautifil, que estará disponível nas principais plataformas de streaming no dia 22 de setembro. O lançamento faz parte do processo de internacionalização da banda, que em setembro participa pela terceira vez do Rock in Rio, e em dezembro desembarca na Europa para abertura de três shows da lenda do rock Alice Cooper. The Maze mostra o lado mais visceral da banda, com riffs densos e um vocal alternando entre linhas pesadas e melódicas. Ritmicamente, o single é uma construção de estilos tribais e regionais brasileiros, com muito groove, que dão energia às linhas de guitarra e melodia. Ouça a faixa:

Sucesso infantil

A série “ Detetives do prédio Azul ”, exibida pelo canal Gloob, comemora seu 200º episódio. O programa, que estreou nova temporada na última segunda-feira (21), marcou a data com o episódio “O Colar de Berenice”. A nova aventura da turma do prédio azul pode ser vista Gloob Play, plataforma de vídeo on demand do Gloob. Na história, Pippo (Anderson Lima), Sol (Letícia Braga) e Bento (Pedro Henriques Motta) são suspeitos de roubar o colar da sobrinha-neta de Leocádia (Tamara Taxmann), Berenice (Nicole Orsini), após serem vistos saindo pela janela da síndica. Para puni-los, Leocádia coloca chifres nos pequenos detetives e promete que todos podem virar carneiros em uma hora, caso o colar de Berenice não apareça.  

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Coelhinha

Katiely kathissumi faz carreira internacional como coelhinha da Playboy
Gabriel Correia
Katiely kathissumi faz carreira internacional como coelhinha da Playboy

Ao que tudo indica, a brasileira  Katiely Kathissumi terá vida longa no cargo de coelhinha da Playboy.  Em Nova York , a modelo já desponta em sua carreira internacional. "Estou muito feliz com meu crescimento fora do Brasil e só tenho a agradecer a Playboy pela oportunidade de ter meu nome associado a uma marca tão forte no mundo todo. Ser coelhinha da Playboy vai além de mexer com a imaginação masculina, é um sonho fazer parte dessa história que gira em torno dos nomes das mulheres mais lindas do planeta. Vou levar isso pro resto da vida comigo " disse Katiely que trabalha como modelo há 6 anos e está em Nova York há 4 meses.

Na sua cara

Essa semana do “Ferdinando Show”, Ferdinando encarna Pablo Vittar, fazendo uma performance de “Open Bar”. No mesmo episódio, que vai ao ar na quarta-feira (30), o humorista recebe a icônica Gretchen . No episódio, uma das personalidades mais marcantes da internet participa de brincadeiras no palco ao lado de Ferdinando, além de um bate-papo para lá de divertido.

*Com reportagem de Jonathan Pereira

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