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Em painel no Minas Gerais Audiovusal Expo, representante do Kantar Ibope desmentiu que a TV aberta está com os dias contados no Brasil

Belo Horizonte discute os rumos do audiovisual com a segunda edição da Minas Gerais Audiovisual Expo. Até sexta-feira (25), representantes de vários canais da TV fechada, do cinema e realidade virtual se reúnem para trocar ideias sobre projetos e contar o resultado do que fizeram até agora. No primeiro dia, temas como audiência da TV, Ibope, ampliação de público e possibilidade de filmar em outros países foram o principais destaques.

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Giovana Alcântara, do Kantar Ibope, apresentou o painel Audience Rating no Minas Gerais Audiovisual Expo 2017
Divulgação/Flávio Tavares
Giovana Alcântara, do Kantar Ibope, apresentou o painel Audience Rating no Minas Gerais Audiovisual Expo 2017

TV em alta

Giovana Alcântara, do Kantar Ibope, garante que é boato os rumores de que a TV aberta esteja com os dias contados no Brasil. "Na pesquisa que fizemos nos grandes centros do Sudeste, 90% das pessoas assistiram TV aberta nos últimos 7 dias. 81% delas tem internet em casa, 69% tem smartphone conectado e 24%, tablet. O tempo gasto com TV vem crescendo nos últimos anos. Tem muita gente assistindo TV ainda, e com frequência. O número de televisores ligados cresceu 9,5%, e a TV aberta teve alta de 7,4%, passando de 7h29m59' para 7h42m16'. A crise aumenta o tempo médio de audiência, principalmente entre a classe C", afirma.

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"Tem públicos de todas as faixas etárias. Na de 4 a 24 anos houve uma diminuição de 3%, mas isso não é assustador". Ela também conta a porcentagem de quem assiste TV ligado nas redes sociais. "Hoje 32% fazem isso."

Não só para mulheres

Márcia Tibau, coordenadora de marketing do canal GNT, falou um pouco sobre os estudos de público que fizeram, ampliando o diálogo do canal para o público masculino. "A gente acredita que, com uma demanda de conteúdo igualitária, os homens têm muito a ganhar. O programa 'Boas Vindas', por exemplo, mostrava a perspectiva da mãe sempre para a chegada do bebê, então mudamos para a visão do pai. Eles ficam frustrados nessa fase por ficarem mais afastados"

Trilhas no cinema

A importância de cuidar das músicas que entrarão em um filme também foi um tema abordado no painel "Trilhas no Mercado Audiovisual. Como exemplo, foi mostrada uma cena de Jack Sparrow (Johnny Depp) em "Piratas do Caribe" e como a mudança da trilha faz toda a diferença no tom da sequência, tornando-a cômica, misteriosa ou trágica.

Johnny Depp como Jack Sparrow em
Divulgação
Johnny Depp como Jack Sparrow em "Piratas do Caribe - A Vingança de Salazar"

Filmar na Nova Zelândia?

À tarde, um dos debates foi a indústria audiovisual na Nova Zelândia. David Schurmann, diretor de "Pequeno Segredo" – indicado pelo Brasil ao Oscar deste ano – contou como é filmar por lá, já que o país serviu como parte das locações, assim como Belém e Florianópolis.

Ainda não existe um acordo oficial de coprodução entre o Brasil e país da Oceania, mas o projeto está na fase de analise jurídica e depois precisa ser aprovado pelo Senado. "A Nova Zelândia é um dos três países menos corruptos do mundo, e um dos mais fáceis de fazer contratos. Ninguém escraviza ninguém, as pessoas se entendem. Eles confiam no que você vai fazer, então cumprem o combinado. As regras para filmar lá são bem estabelecidas, eles não botam o trilho nas matas virgens, por exemplo", explicou.

Há consequências para quem não cumpre o combinado, avisa. "Lá você assina um contrato dizendo que, se não cumprir o prometido, a seguradora toma seu filme com um produtor delegado". O país se tornou um polo da indústria cinegratográfica, e por lá filmes como "Avatar" e "O Hobbit" usaram suas locações.

O repórter Jonathan Pereira está cobrindo o Minas Gerais Audiovusal Expo 2017 a convite da organização do festival.

Música ajudando os refugiados

O Sofar Sounds e a Anistia Internacional uniram forças para ajudar os refugiados em todo o mundo. Para isso, eles bolaram o festival global Give A Home, que acontecerá no dia 20 de setembro em mais de 60 países e contará com mais de 1 mil atrações em shows intimistas, entre elas Esperanza Spalding, Hot Chip, Ed Sheeran, Mumford and Sons e The National. A cidade de São Paulo representará o Brasil no evento e receberá quatro apresentações, que ainda não foram divulgadas.

O Hot Chip é uma das bandas confirmadas no Give A Home, festival gratuito que acontecerá em 60 países em 20 de setembro
Divulgação
O Hot Chip é uma das bandas confirmadas no Give A Home, festival gratuito que acontecerá em 60 países em 20 de setembro

"Com mais de 21 milhões de pessoas forçadas a fugir de seus países de nascença, a crise mundial de refugiados é uma das questões determinantes da nossa era”, declara Salil Shetty, Secretário-Geral da Anistia Internacional. "A música e a arte sempre foram parceiros poderosos da justiça porque nos tocam profundamente, nos ajudam a olhar além das fronteiras e a enxergar o que nos une. Give A Home trará a oportunidade de refletir sobre nossa humanidade compartilhada e reforçar nossa determinação em encarar esse desafio humanitário sem precedentes", completa. Os ingressos para o festival Give A Home são gratuitos e podem ser adquiridos através do site do evento , onde também é possível fazer doações à Anistia Internacional.

Novidade

A cantora Lexa se prepara para o lançamento de sua próxima música,  Movimento . O single estará disponível nas plataformas de streaming nesta sexta-feira (25) e já tem até clipe, gravado nessa terça-feira (22). A canção vem bem alinhada com as tendências mais recentes da música e tem uma pegada de reggaeton.

🎶🎶🎶 #Movimento #Faltam3dias

Uma publicação compartilhada por Lexa (@lexaoficial) em

O clipe foi dirigido por Edu Pimenta, que incentivou a cantora a dançar por quase cinco horas. "O diferencial acho que é justamente esse mix de Flashmob e vdeoclipe. Utilizamos muita iluminação, câmeras e movimentos", disse o diretor. O clipe foi o primeiro gravado no YouTube Space, recentemente inaugurado no Rio de Janeiro.

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