Greve na RedeTV
Twitter / Thiago Tanji
Greve na RedeTV

A greve de funcionários da RedeTV, em Osasco , entrou em seu terceiro dia nesta quinta-feira (02). De acordo com Ricardo Feltrin, a situação na frente da emissora apenas se agrava. Enquanto grevistas se mantém na porta da empresa, a mesma não parece estar interessada em negociar.

Além disso, a RedeTV proibiu a entrada dos grevistas para poderem usar banheiro e beber água. Uma funcionária na portaria declarou que a ordem é não deixar os grevistas entrar para nada. Em contrapartida ao veto, sindicalistas providenciaram alguns galões de água e instalaram dois banheiros químicos próximos ao local.

Por mais que a manifestação esteja silenciosa e pacífica até o momento, uma viatura está presente em tempo integral na porta da emissora para vigiar os grevistas. Entre as reivindicações dos funcionários estão reajuste salarial de 18,72%, aplicado sobre o salário e demais cláusulas econômicas vigentes em maio de 2017; abono salarial retroativo equivalente a 353,89% de uma remuneração; e manutenção de todas as cláusulas sociais constantes da última Convenção Coletiva assinada - 2.016/2018.

Em nota enviada à imprensa nesta sexta-feira (03), a emissora se defendeu. "A ilação é absurda e a emissora adotará as medidas judiciais cabíveis para coibi-la, pois a RedeTV! não impôs nenhuma restrição de acesso a seus colaboradores, que sempre puderam adentrar livremente as instalações da empresa, com seus respectivos crachás magnéticos. Apenas terceiros que não pertencem ao quadro de colaboradores da empresa (estranhos) é que evidentemente têm restrição de acesso”, diz a nota da RedeTV.

De acordo com o Sindicato, o ato não tem tempo determinado. A intenção é que a empresa abra um canal de negociação para discutir as reivindicações e ajustes propostos pelos trabalhadores. Segundo o sindicato, câmeras, produtores, advogados, secretários, copeiras, faxineiras, operadores de vídeo, seguranças e até professores de educação física são registrados como radialistas, mas boa parte não realiza funções da categoria. Além disso, os funcionários estariam sem reajuste nos salários há quatro anos e, em 2020, ainda tiveram os salários reduzidos em 20% pelo Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda do governo federal.

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