Alok visita acampamento indígena contra o marco temporal
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Alok visita acampamento indígena contra o marco temporal

Milhares de indígenas estão acampados na frente do prédio do O Supremo Tribunal Federal (STF) em Brasília. Eles estão mobilizados para pressionar o julgamento do STF sobre as demarcações de terras indígenas e o local foi visitado pelo DJ Alok nesta quarta-feira (25).

Durante a visita no local do protesto, Alok demonstrou apoio à causa indígena. Ele ressaltou a importância do movimento dos povos originários e contou como foi pessoalmente impactado pela causa quando visitou um território indígena no Acre, quando estava vivendo um momento difícil na vida e tentava se reconectar consigo mesmo e com a música.

"Ao longo da minha vida, nunca fui muito conectado com a cultura indígena. Aprendi na escola uma visão completamente distorcida pela visão do colonizador. A gente aprende que o Brasil foi descoberto em 1500, quando, na verdade, ele foi invadido. O que eu descobri foi que por mais de 100 anos o que vocês fizeram foi socorrer os brancos que chegaram flagelados e doentes e curá-los. Antes do Brasil da coroa, existe o Brasil do cocar", disse durante um discurso.

O DJ também falou que interrompeu os projetos que tinha em andamento e vai produzir um álbum baseado na cultura indígena, com todo o lucro revertido para a causa. "Quero que o mundo possa respeitar vocês, quero ajudar a divulgar a mensagem de vocês", continua.

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Antes de ir embora, o DJ também tocou música para os manifestantes e tirou fotos com algumas pessoas. Alok não é o primeiro famoso a comparecer no acampamento e demonstrar apoio às reivindicações dos indígenas, Vitão também esteve por lá.

O julgamento

Nesta quarta-feira (25), o STF começa a julgar se as demarcações das terras devem seguir o marco temporal. Segundo essa tese, os indígenas só podem reivindicar a demarcação de terras se já estivessem estabelecidos no local antes de 1988, data em que foi promulgada a Constituição brasileira. Parte da sociedade enxerga o marco temporal como um retrocesso, mas setores ruralistas e o governo Bolsonaro apoiam essa tese.




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