Rachel Sheherazade é condenada a pagar R$ 10 mil a agente penitenciário
Bruno Silva
Rachel Sheherazade é condenada a pagar R$ 10 mil a agente penitenciário

Rachel Sheherazade foi condenada a pagar uma indenização de R$ 10 mil reais para um agente penitenciário, segundo o site Notícias da TV. O processo foi movido após um vídeo de 2019 no qual a jornalista, que cobra R$ 30 milhões de Silvio Santos em direitos trabalhistas , comenta o massacre de Altamira e diz que os agentes penitenciários são criminosos.

Ao falar sobre o massacre dos presos, Sheherazade falou que "até mesmo policiais, que são agentes da lei, se bandearam para o lado da criminalidade". Ela ainda afirmou que "armas e drogas circulam livremente nas cadeias sob o nariz e sob o olhar do Estado, com a conivência dos agentes prisionais".

Após a repercussão do vídeo gravado pela jornalista, sindicatos profissionais entraram com ações contra a antiga âncora do SBT. O agente penitenciário João Paulo de Assis, que trabalha em um centro de detenção em São Bernardo do Campo, moveu um processo contra a jornalista que corre na 6ª Vara Cível do Foro Regional de Barueri.

A juíza Adriana Bertier Benedito decidiu em favor do agente penitenciário. Ela afirmou que é aceitável a "indignação e mágoa" de João Paulo perante as acusações de Sheherazade. "Não pode se ocultar a requerida [Rachel Sheherazade] de proferir acusações de crime, como concussão, corrupção passiva, prevaricação, uma vez que não se sabe o alcance da palavra 'conivência' no vídeo", disse a magistrada.

Ao Notícias da TV, a jornalista disse que não irá comentar o caso e que há outras ações envolvendo o vídeo correndo pelo país. "Há ações em diversos lugares do país, relacionadas a esse vídeo, que estão sendo arquivadas", disse.

A decisão da juizá ainda cabe recurso. A advogada Andressa Maia Paulo, que representa Rachel Sheherazade, disse que a cliente ainda não foi notificada e que "tomará as medidas judiciais cabíveis para garantir o pleno exercício de sua liberdade de expressão e de imprensa, de forma que não se intimidará diante das tentativas de terceiros de calar a voz advogada", diz.

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