Presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo voltou a usar sua conta no Twitter para atingir um desafeto, desta vez a cantora Alcione . Em dois tuítes escritos na última hora, o jornalista disse preferir a obra de cantoras americanas como Ella Fitzgerald e Jessye Norman, chamando a Marrom de "barraqueira".

Alcione e Sérgio Camargo
Reprodução/Instagram
Alcione e Sérgio Camargo


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"Alcione, vê se enxerga! Admiro Jessye Norman, umas das maiores cantoras de ópera da história da música, não uma barraqueira que incita ao crime e à violência contra um negro que tem opiniões próprias. Desprezo suas declarações, assim como sua insuportável 'música'!", escreveu o jornalista no Twitter.

As mensagens de Camargo são uma resposta ao desabafo de Alcione na live de Teresa Cristina , na madrugada de quarta. A participação aconteceu na noite em que foi revelado um áudio de uma reunião, no dia 30 de abril, em que o presidente da Fundação Palmares chamou o movimento negro de “escória maldita” e disse que, enquento ele estiver no cargo, "macumbeiro não vai ter nem um centavo".

Comentando com Teresa Cristina sobre as reportagens a respeito do áudio vazado , Alcione chamou Camargo de "Zé Ninguém da Fundação Palmares" e lembrou atos de racismo ocorridos nos EUA e no Brasil: "A gente vê tanto sofrimento. Você vê os negros americanos naquela batalha, por causa daquele senhor que morreu com aquele filha da mãe com o joelho nele. A gente vê as coisas que acontecem no Brasil, com bala perdida e tudo. Então a gente vê uma pessoa da nossa cor falando uma besteira daquelas, tenho vontade de arrancar da televisão e encher de porrada pra virar gente".

Por conta do áudio de Camargo, a Defensoria Pública da União entrou com pedido de urgência no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para suspender a nomemação do presidente da Fundação Palmares . Entidades do movimento negro, encabeçadas pela ONG Educafro (Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes), enviaram uma representação ao Ministério Público Federal (MPF) acusando Camargo de ter cometido crime de racismo ao afirmar que praticantes e organizações ligadas a religiões de matriz africana não vão receber benefícios e recursos enquanto ele estiver à frente da gestão. E um grupo de deputados, que inclui lideranças negras, como Áurea Carolina (PSOL-MG), Benedita da Silva (PT-RJ) e Talíria Petrone (PSOL-RJ), protocolou na Câmara pedido para que o MPF instaure inquérito para investigar o caso.


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