De volta a sua casa, no Rio de Janeiro, após 16 dias de quarentena em um hotel, em São Paulo, Preta Gil está curada da contaminação pela Covid-19 . Mas lições e lembranças do período de confinamento ainda reverberam dentro da cantora, como a ligação que recebeu um dia do gerente do hotel, perguntando "quando ela iria embora, pois outros hóspedes e moradores estavam incomodados". Por outro lado, Preta também lembra com carinho das mensagens e presentes deixados em sua porta.

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Reprodução/Instagram
Preta Gil está isolada porque contraiu a Covid-19. Para passar o tempo, ela tem tomado sol na varanda


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Durante o isolamento,  Preta se viu desnorteda em meio às primeiras informações e debates confusos na esfera pública sobre o corona. Para se fortalecer, lançou de uma trinca poderosa, segundo ela mesma classifica.

"Eu ando com duas bonequinhas de crochê: uma de Nossa Senhora Aparecida e outra de Irmã Dulce. Sou filha de Oxum e estava sem uma imagem dela, mas um amigo do Rio me enviou de presente e consegui me amparar nas três. Foram me dando refresco e força no período de isolamento", relembra Preta.

Ela conta ainda que fez orações (on-line) com padres, pastores, pais de santos... Um sincretismo que rege sua vida e que, segundo a cantora, deveria ser a tônica do momento. Se não há vacina para o coronavírus, o amor pode ser um remédio importante em tempos de pandemia.

"Se você conhece alguém que está contaminado, um amigo, um vizinho... Prepare uma comida e deixa na porta da casa dele. Mande flores, envie mensagens, demonstre carinho. O psicológico pode ser tão fatal quanto o próprio vírus. O isolamento social não precisa ser também afetivo", analisa.

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Em sua nova rotina, a artista vem praticando fisioterapia respiratória e tendo acompanhamento de uma otorrinolaringologista para avaliar os efeitos deixados pela Covid-19. E enquanto seu corpo se recondiciona ao verdadeiro furacão pelo qual passou, a cantora espera que soprem novos ventos sobre nossa sociedade.

"Vejo muita gente dizendo que não vê a hora de tudo voltar ao normal. Mas não podemos justamente voltar àquilo que achávamos normal. Estávamos muito acelerados e eu sei que o sistema funciona assim, nos obrigando a girar em torno do consumo desenfreado, por exemplo. É preciso repensar prioridades e a primeira dela deve ser a nossa saúde", acredita Preta , que se considera uma "privilegiada".

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