Recém-saída de “Bom Sucesso”, novela da Globo , Alexandra Martins está a todo vapor com a peça “Baixa Terapia”, que mudará de São Paulo para o Rio de Janeiro em breve. Ao iG Gente , ela falou sobre trabalho, maternidade, etarismo, relação com o marido Antônio Fagundes e a importância do Dia Internacional da Mulher celebrado no último dia 8. O casal tem diferença de idade de quase 30 anos.

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Dividindo o palco com Antonio Fagundes na peça, Alexandra Martins fala da relação com o marido. "Nos damos muito bem, temos uma relação harmoniosa dentro e fora de cena. Levar isso no trabalho e em casa é uma delícia".

Questionada se isso não cria uma “overdose” um do outro, ela nega com veemência. “Overdose não, queremos muito mais”. 

No final de março, " Baixa Terapia " — que já alcançou margem de 300 mil espectadores — migra para o Rio, sem desespero, Alexandra classifica a mudança como “super tranquila” e afirma que os integrantes da peça também estão “acostumados” com esse tipo de movimentação.

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“Estamos em cartaz com essa peça há três anos, então estamos acostumados com as mudanças que ela traz”, declara ela, que vê nessas viagens oportunidades. “São sempre mudanças positivas porque experimentamos novos públicos, novas praças”.

A peça é ambientada na sala de espera de um terapeuta matrimonial e tudo se encaminha enquanto três casais de faixas etárias diferentes aguardam para serem atendidos. Porém, as coisas tomam rumos diferentes quando eles descobrem que o médico não irá comparecer à consulta.

Ao falar sobre a personagem que interpreta, ela não pestaneja. “A Tamara, que é a mulher do casal mais jovem, tem problemas com o namorado dela, que quer morar junto, mas ela não quer. Na minha visão, ela representa muito essa mulher moderna, que não tem como prioridade o casamento”. 

Indagada sobre como a peça transforma o público e se o fato da obra ser uma comédia interfere nessa transmissão, a atriz discorda e alega que o gênero é um dos que mais têm facilidade de transformação, pois têm fácil conexão com o público geral.

“Principalmente por ser comédia a gente tem uma força de transformação maior, a comédia tem uma força de aproximação do público e de afetividade que nenhum outro gênero têm. Isso para o ator é fantástico porque a gente estabelece uma conexão com a plateia que permite essa troca de energia, a troca do riso. Além disso, a reação da plateia dita o ritmo do espetáculo”.

Artista, mulher e sem filhos

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Recentemente celebrou-se o Dia Internacional da Mulher e como diz o ditado popular: “O dia da mulher é todo dia”. Indagada sobre como enxerga a data, Alexandra afirma que hoje temos que vê-la com um “olhar de luta”.

“Eu sonho com o dia que não precisaremos dessa data [Dia da Mulher], mas hoje precisamos… porque tê-la faz com que se jogue luz sobre os assuntos que precisam ser resolvidos. É muito complicado isso, mas ter esse dia, faz com que o público preste atenção na causa e quanto mais você fala do assunto, mais ele caminha para se resolver”, declara ela, que acrescenta. “Espero que a gente olhe para essa data com um olhar bucólico, mas hoje temos que ter é um olhar de luta”.

Falando sobre mulheres, há algum tempo, a intérprete de Tamara declarou à imprensa que “nunca quis ser mãe”. À reportagem do iG ela explicou que a decisão é simples. "Por exemplo, eu sei que não quero ser astronauta. Desde muito novinha sabia que não queria ter filhos e são escolhas que você faz, eu acho curioso que as pessoas achem estranho”, diz ela.

Ela analisou o fato de muitas mulheres verem a gravidez atualmente como uma exigência da sociedade. “Isso só vai mudar quando a mulher estiver encontrando seu lugar e sua voz. Eu vejo mulheres na sociedade que são empurradas por si mesmas com base nessa coisa do relógio biológico. A gente precisa cortar isso, não é uma obrigação é uma escolha”.

Etarismo e amor

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Nos tempos atuais, mulheres, principalmente com visibilidade, são alvos frequentes de etarismo, ou seja, discriminação em relação a idade. Ao falar sobre o assunto, a atriz, que está na casa dos 40, vê uma necessidade de unir classes e não segregar.

“Envelhecer é natural, acontece para todo mundo. Acho que a gente precisa entrar num momento de unificar a coisa. Toda essa força que a mulher não pode tolerar é a diferença, somos pessoas diferentes em personalidades, mas somos iguais porque somos humanos”, comenta. 

“Honestamente eu sou uma pessoa que dou muita sorte que nunca recebi discriminação pela minha idade ou por ser mulher, mas o número pouco importa, o que importa é o que você ganha com o amadurecimento, por exemplo, hoje sinto que tenho uma força e determinação que não tinha aos 20”, analisa.

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Ao falar sobre projetos futuros, Alexandra Martins  faz mistério sobre um filme — ainda em fase embrionária — , no qual também trabalhará ao lado do marido. "Além disso, ficamos na produção do musical 'Carmen, A Grande Pequena Notável', que fala sobre a Carmen Miranda, e está fantástico. Tiraremos um tempinho de folga em abril e em maio retomamos a peça no Rio", finaliza ela em tom animado.


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