Após ser acusado de assediar uma adolescente de 17 anos, em Porto Alegre, durante uma corrida pela empresa Uber, o motorista de aplicativo que transportava a jovem tentou justificar sua postura durante a viagem. "No vídeo que ela postou me denegrindo ela está sorrindo e em posições que eu prefiro não citar. Ela também estava usando um short tipo Anitta, pernas abertas, chamando atenção", disse o motorista que foi banido da plataforma de viagens de carro, após a passageira menor de idade gravar o momento em que afirma ter sido assediada por ele e tê-lo denunciado em uma Delegacia da Mulher.

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Reprodução/Instagram
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Ao tomar conhecimento das declarações do motorista, Anitta não gostou nada do que viu e rebateu: "Acabei de receber este vídeo onde o motorista de uber que assediou uma passageira menor de idade tenta justificar o injustificável (seu assédio) dizendo que a menina estava usando um short 'tipo Anitta' e sentada numa posição favorável ao assédio . Nada justifica um assédio. A forma de se vestir, sentar, falar etc não significa qualquer autorização ou pedido ou convite a ser assediada e/ou invadida, abusada, estuprada etc", disse a cantora em seu Twitter.



A funkeira ainda descreveu o que significa para ela usar um 'short tipo Anitta'. "Quanto à menina estar usando um short 'tipo Anitta', pra mim significa que ela é independente, não tem medo de ser quem ela quer e, acima de tudo, bem inteligente pra denunciar e expor um assediador para que outras meninas não passem pelo mesmo que ela", declarou.

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A Polícia Civil abriu investigação contra André Lopes Machado , de 43 anos, que foi banido da Uber após adolescente divulgar o registro do suposto assédio em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

A delegada responsável pelo caso, Marina Dillenburg, disse que ainda não tem todas as provas para finalizar o inquérito policial, mas adiantou que o ex-motorista de aplicativo "muito provavelmente" vai ser "responsabilizado por perturbação da tranquilidade". 

"Muito provavelmente, sim [vai ser responsabilizado], porque temos os vídeos que são uma prova bem forte em relação a isso. Mas ainda há elementos a serem considerados. A princípio será responsabilizado, por perturbação da tranquilidade. Se conseguirmos tipificar a conduta dele com outras vítimas e coisas mais graves, ele vai ser indiciado", garantiu ela.

Confira nota da Uber na íntegra

A Uber considera inaceitável e repudia qualquer ato de violência contra mulheres. A empresa acredita na importância de combater, coibir e denunciar casos dessa natureza às autoridades competentes. A conta do motorista parceiro foi banida assim que a denúncia foi feita.

A empresa defende que as mulheres têm o direito de ir e vir da maneira que quiserem e têm o direito de fazer isso em um ambiente seguro. Todas as viagens com a plataforma são registradas por GPS. Isso permite que em caso de incidentes nossa equipe especializada possa dar o suporte necessário, sabendo quem foi o motorista parceiro e o usuário, seus históricos e qual o trajeto realizado.

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Como parte do processo de cadastramento para utilizar o aplicativo da Uber, todos os motoristas passam por uma checagem de antecedentes criminais realizada por empresa especializada que, a partir dos documentos fornecidos pelo próprio motorista e com consentimento deste, consulta informações de diversos bancos de dados oficiais e públicos de todo o País em busca de apontamentos criminais, na forma da lei. A Uber também realiza rechecagens periódicas dos motoristas já aprovados pelo menos uma vez a cada 12 meses.

Desde 2018 a Uber tem um compromisso público para enfrentamento à violência contra a mulher no Brasil, materializado no investimento em projetos elaborados em parceria com entidades que são referência no assunto, que inclui campanhas contra o assédio e podcast para motoristas parceiros sobre violência contra a mulher, entre outras ações. Em novembro, a Uber anunciou um investimento de R$ 5 milhões para continuidade desse compromisso ao longo dos próximos anos.

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