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O governador entrou na Justiça contra as acusações do cantor Marcelo D2 dizendo que João Doria era o "mandante" das nove mortes em Paraisópolis

o juiz Luiz Antônio de Gody, da 1ª Câmara de Direio Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que Marcelo D2 terá que apagar três tuítes criticando João Doria (PSDB) sobre as mortes que aconteceram em Paraisópolis no começo do mês.

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Reprodução
Marcelo D2 e João Doria


Nas publicações, Marcelo D2 afirmava que o governador de São Paulo era o "mandante" e "assassino" do crime que matou nove pessoas. O cantor usou as palavras de João Doria em uma entrevista onde disse que que a partir de janeiro deste ano "a polícia ia atirar para matar".

"Não façam enfrentamento com a Polícia Militar nem a Civil. Porque , a partir de primeiro de janeiro, ou se rendem ou vão para o chão. Se fizer o enfrentamneto com a polícia e atirar, a polícia atira. E atira para matar", disse João Doria no dia 1º de outubro de 2018.

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Depois da repercussão dos comentários do cantor, o político procurou à Justiça e disse que foi vítima de ataques contra a sua honra e imagem. A defesa de Doria afirmou ainda que o artista teria "intenção de retaliação e propagação de discurso de ódio" e "agindo com abuso do direito de liberdade de expressão".

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O magistrado exigiu ainda uma multa de R$500 para cada dia que Marcelo D2 deixasse os tuítes no ar e que agora o cantor deve parar de "vincular o nome" de João Doria à tragédia de Paraisópolis como "suposto mandante".