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Uma década após ser hostilizada por usar um vestido curto, a modelo carrega o título de sex symbol brasileiro e se considera uma peça fundamental na história feminista. "Se eu estou aqui hoje é porque eu mereci", garante

Há exatos dez anos, o nome de Geisy Arruda ganhou os noticiários depois que a então estudante de turismo foi hostilizada por usar um mini vestido cor de rosa na faculdade Uniban, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, e precisou ser retirada do local com escolta da Polícia Militar. Apesar do caos, que no início foi difícil de superar, a paulista fez deste episódio a escada de sua fama. Atualmente, ela é um dos grandes símbolos sexuais do Brasil e se consagra como uma das responsáveis pela força do movimento feminista.

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Geisy Arruda usando o vestido cor de rosa que causou polêmica na faculdade em 2009 arrow-options
Reprodução/ Instagram @geisy_arruda/ Cauê Garcia
Geisy Arruda usando o vestido cor de rosa que causou polêmica na faculdade em 2009

Ainda hoje, a polêmica peça de roupa é uma das grandes forças de Geisy Arruda . Segundo ela, após o acontecimento na Uniban, o vestido cor de rosa virou a peça chave em seu look e no início era usado como forma de manifestação. “Ele é literalmente a simbologia da minha história de vida. Há tanto carinho e tanto apreço, que por isso esse meu vestido é conservado até hoje”, declara a modelo .

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Embora a vestimenta tenha um carinho especial e seja sua marca registrada, ela tem deixado isso um pouco de lado e apostado em roupas mais ousadas e de cores diversas. “Hoje, eu já estou enjoada, saturada, de tanto usar vestido rosa, mas em uma ocasião ou outra eu abro uma exceção e coloco. Não é que eu não goste, mas é porque já usei tanto. É sempre muito divertido, não que seja uma personagem, mas parece que quando estou de vestido rosa eu fico mais danadinha, mais apimentada, ele me deixa mais à vontade”, assume ela.

Geisy Arruda arrow-options
Reprodução/ Instagram @geisy_arruda
Geisy Arruda

Graças a polêmica , Geisy impulsiona a popularidade e fama ano após ano. Nessa primeira década, ela já participou de videoclipes musicais, foi capa da revista Sexy , ficou confinada em “A Fazenda”, teve um quadro próprio no programa “Hoje em Dia”, o “Efeito Sanfona”, conheceu mais de 10 países, coleciona 1,5 milhão de seguidores no Instagram, 41 mil inscritos em seu canal do YouTube e aparece com frequência na grande mídia brasileira.

“Sou uma pessoa muito abençoada e também acredito muito em energia, nessa questão de o que você manda para o universo volta para você. Acredito que as pessoas têm o que merecem, então eu só recebi aquilo que eu realmente mereci. Colhi o que plantei. Se eu estou aqui hoje é porque eu mereci e fiz por onde, o mérito é meu, com ajuda de Deus e do universo, é claro”, comemora a modelo ao falar sobre sua popularidade.

Muito além da fama, um dos grandes motivos de sua alegria é declarar que o episódio vivido em 2009 foi responsável em ajudar a impulsionar o movimento feminista internacionalmente. 

“Eu sofri uma agressão há 10 anos. Fui hostilizada e humilhada, fui ofendida, chamada de vagabunda e outros nomes piores por centenas de alunos em uma faculdade, por usar uma peça considerada inadequada. Hoje as pessoas falam muito sobre até onde a mulher pode ir e ser respeitada por uma roupa, de poder ser dona do seu corpo, muito por causa de mim, acho que eu abri espaço para isso. Tanto na mídia nacional, quanto na internacional, eu fiz as pessoas falarem sobre o assunto”, explica a sex symbol.

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Reprodução/ Instagram @geisy_arruda
Geisy Arruda

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Além de se considerar uma das promissoras do movimento, Geisy Arruda garante que vai continuar empenhada na causa pelos direitos das mulheres. “Sou uma mulher feminista e tenho muito orgulho disso. Tenho uma imensa responsabilidade e sei o peso que minha história tem para as mulheres”, ressalta.

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