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Regiane Alves está de volta aos cinemas, com "Divaldo - O Mensageiro da Paz", e na disputa da "Dança dos Famosos". Em entrevista ao iG Gente, ela fala sobre seu "resgate espiritual" e o prazer de participar do quadro

Regiane Alves está vivendo uma fase "maravilhosa" em sua vida pessoal e profissional. Em cartaz nos cinemas com “Divaldo – O Mensageiro da Paz” e disputando a “Dança dos Famosos 2019” , a atriz não esconde a satisfação por esse processo de redescoberta.

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Reprodução/Instagram
Regiane Alves fala ao iG Gente

Em entrevista ao iG Gente , Regiane Alves observa que o filme sobre o médium e líder humanitário brasileiro Divaldo Franco promoveu um “resgate espiritual” e que a participação no “Dança” está sendo mais prazerosa do que imaginava e lhe propondo uma nova relação com o próprio corpo.

Essa correlação entre carne e alma não é mero acaso. Isso em um contexto em que a atriz acaba de viver uma entidade pela primeira vez. Ela interpreta Joanna de Ângelis, guia espiritual de Divaldo no longa. “Eu fui escolhida por Divaldo para viver a Joanna, ele olhou minha foto e disse que seria eu. Não tinha como negar esse chamado, né?”

A atriz fala sobre sua preparação. “Eu li muitos livros dela, estive com Divaldo, frequentei o Ceja – Centro Espírita Joanna de Ângelis, na Barra (bairro na zona Oeste do Rio) – e tive a grande oportunidade de conhecer a Mansão do Caminho, em Salvador e ver de perto o lindo trabalho por ele desenvolvido. Isso tudo me ajudou a entender um pouco sobre Joanna. E, claro, certamente ela esteve comigo ao longo das filmagens. Também tive o apoio de uma fono Leila Lopez que me ajudar a falar o texto dela, que não é nada fácil, de uma forma bem precisa”.

Marcada por Dóris

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Divulgação/Globo
Doris (Regiane Alves) apanha de seu pai, Carlão (Marcos Caruso) em cena de "Mulheres Apaixonadas"

“Eu carrego um pouco de cada personagem comigo”, articula Regiane, que admite que Dóris, a odiada personagem de “Mulheres Apaixonadas” (2003), tem um peso especial nessa trajetória. “Apesar de todas as maldades, ela teve um importância social enorme. As pessoas até hoje me reconhecem por esse trabalho e isso é muito gratificante”.

A atriz ri e comenta que ser lembrada por um papel tão forte, quase 20 anos depois, é uma recompensa e tanto para um ator e emenda: “Brinco que ter feito a Joanna de Angelis foi a minha redenção”.

Há outros trabalhos que Regiane menciona como especiais em sua trajetória. “A Marli da série ‘Cidade Proibida’, uma prostituta romântica e divertida, que eu amava fazer;
Joana de Angelis pelo lado do meu resgate espiritual e a Belinha da novela “Cabocla” que será reprisada agora pelo canal Viva, pelas amizades que fiz”.

No ritmo do forró

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Pino Gomes/Divulgação
Regiane Alves vive momento feliz em sua carreira

A apresentação de forró de Regiane Alves no “Dança dos Famosos” causou alvoroço nas redes sociais e atriz confessa que adorou o ritmo. Credita ao bom professor sua evolução (“a cada semana eu sinto a evolução no corpo e me sinto mais preparada”) e diz esperar pelo tango. “Acho lindo, dramático e sensual”.

A experiência como integrante de um reality show de tamanha mobilização popular tem agradado. “ Estou me divertindo, não sou uma profissional da dança, mas estou buscando fazer o melhor que posso pois sou dedicada e persistente. Mas sinto a diferença nas ruas. Todas as pessoas comentam algo do 'Dança' e gosto muito dessa proximidade com o público. E como profissional me alimenta muito melhorar o meu corpo e conhecer ritmos”.

De olho no futuro

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Reprodução/Globo
Regiane Alves

Regiane está atenta à ascensão do streaming e das séries no audiovisual brasileiro e não descarta se aventurar por essa seara. “Como atriz eu estou aberta a todos os formatos. Temos que acompanhar os novos horizontes e se adaptar ao crescimento do streaming. É uma ótima oportunidade para os atores. O mundo de hoje é multiplataforma. Sou contratada da TV Globo e lá há também esse formato. Estou à disposição deles”.

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Entusiasta das redes sociais e da interação com os fãs, Regiane Alves vê com preocupação o momento que a cultura atravessa no Brasil. “Um país sem cultura, sem uma boa educação, sem liberdade de escolha não forma um cidadão. E precisamos formar seres evoluídos onde o respeito ao próximo, o amor e a compaixão deveriam ser prioridade e isso só se conquista com educação, cultura e liberdade. Parece que estamos retrocedendo, uma pena”. Ela, no entanto, se mantém otimista: “Sinto a classe unida de alguma forma. E o que eu puder fazer para ajudar ao próximo, eu farei”.