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Em entrevista ao iG, a atriz fala sobre "Para Tão Longo Amor", na qual contracena ao lado do ator Leopoldo Pacheco

Regiane Alves voltou aos palcos com a peça “Para Tão Longo Amor”. O espetáculo assinado por Maria Adelaide Amaral , em cartaz no teatro Morumbi Shopping, recém inaugurado em São Paulo, também conta com Leopoldo Pacheco no elenco e fala sobre o amor entre uma jovem escritora e um experiente editor. Em entrevista ao iG , a atriz fala sobre a peça, sobre a próxima novela das 21h e, claro, o tema que permeia o espetáculo.

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Regiane Alves e Leopoldo Pacheco na peça
Divulgação
Regiane Alves e Leopoldo Pacheco na peça "Para Tão Longo Amor"


Ela reflete sobre a escolha do texto, que considera difícil. “Teve um período da minha vida que foi muito para a comédia, e aí as pessoas me falavam: ‘Nossa Regiane, você tem que voltar a fazer drama’. E eu estava com essa vontade de ter um personagem bacana, mas é muito difícil acha um texto com uma personagem legal. É uma peça que fala como a gente se apaixona por alguém, vive aquele amor como se não pudesse existir sem aquela pessoa e, de repente, as histórias acabam. Tinha muita vontade de falar sobre isso”,  admite.

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"Se você não tem um companheiro que você consiga trocar, fica difícil montar", diz a atriz

Regiane conta que o desejo de fazer a montagem é antigo, mas o processo acabou demorando um pouco, pois entrou no elenco da novela “Sangue Bom” (2013), também de Maria Adelaide, e foi atrás de um sonho: ser mãe. Agora, para levar aos palcos o complexo relacionamento entre Raquel, que se empenha em se autodestruir e rejeitar Fernando, que a ama, escolheu Leopoldo ao avistá-lo.  "Ele é muito bom ator e já estava com um pouco dessa barba e cabelo".

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A atriz acredita que exista preconceito com pessoas mais velhas que se relacionam com mais jovens, um dos panos de fundo do espetáculo: "Nunca tive uma relação com um homem mais velho assim. Você tem que respeitar o que o outro quer, o que o outro deseja. Sempre vou acreditar no amor”.

"A Lei do Amor"

Intérprete de diversas personagens fortes na TV, como a inesquecível Dóris de “Mulheres Apaixonadas” (2003), a atriz agora concilia os ensaios com a criação de seus dois filhos, João Gabriel e Antonio, e está reservada para a próxima trama das 21h, “A Lei do Amor”, que também será de autoria de Maria Adelaide Amaral, com co-autoria de Vincent Villari.

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Regiane e Dan Stulbach durante as gravações da novela
TV Globo/Gianne Carvalho
Regiane e Dan Stulbach durante as gravações da novela "Mulheres Apaixonadas" (2003)

Como está muito envolvida com a peça e a trama só estreia em outubro, ela ainda não sabe muitos detalhes sobre o papel:  “Sei que minha personagem entra depois na história, vou estar no mesmo núcleo do  Ricardo Tozzi  e Camila Morgado ".

Ela acha interessante ser escalada para papéis impactantes, já que constrastam com sua personalidade. “Por que eu escolho isso? (risos). Não sei também por que me escolhem para fazer esses papéis, porque sou uma pessoa muito tranquila. Como nunca é próximo de mim, talvez a minha intensidade eu jogue nesses personagens”, analisa.